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Greve geral regista adesão superior a 90% nos distritos do Centro, diz sindicato

Paralisação teve impacto em escolas, unidades de saúde, IPSS e serviços da Administração Pública em cinco distritos do Centro

A greve geral convocada contra o pacote laboral do Governo registou uma adesão superior a 90% nos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, segundo o balanço divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro (STFPS Centro), que classifica a paralisação como uma das maiores dos últimos anos.

Em comunicado, a estrutura sindical considera que a forte participação dos trabalhadores demonstra o descontentamento face às medidas que o Governo pretende implementar, acusando o executivo de promover um “grave retrocesso” nos direitos laborais e nas condições de trabalho da Administração Pública e do Sector Social.

No sector da Educação, o sindicato refere que a adesão foi “esmagadora”, tendo resultado no encerramento da maioria dos estabelecimentos de ensino abrangidos pelos cinco distritos onde atua.

Também na Saúde se verificaram fortes impactos, com vários centros de saúde encerrados e hospitais a funcionarem apenas com serviços mínimos. De acordo com o STFPS Centro, foram canceladas numerosas consultas, exames complementares de diagnóstico, cirurgias e outros atos médicos programados.

No Sector Social, a adesão foi igualmente elevada, envolvendo trabalhadores de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e Misericórdias. O sindicato destaca o encerramento de diversas creches e Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), bem como o funcionamento de lares e unidades de cuidados continuados em regime de serviços mínimos.

Nos restantes sectores da Administração Pública, a paralisação traduziu-se no encerramento da maioria dos serviços de atendimento ao público, afetando diversos organismos e serviços.

O STFPS Centro saudou todos os trabalhadores que aderiram à greve, considerando que a mobilização demonstrou a importância da unidade e da ação sindical na defesa dos direitos laborais e na reivindicação de melhores condições de trabalho e de vida.

Para o sindicato, a expressiva adesão constitui “um sinal claro” dirigido ao Governo, evidenciando que os trabalhadores rejeitam qualquer retirada de direitos e o enfraquecimento dos serviços públicos e das respostas sociais prestadas às populações.

A estrutura sindical apelou ainda à continuação da mobilização nos locais de trabalho e à participação nas próximas iniciativas de luta, até que sejam retiradas as medidas que integram o pacote laboral e sejam atendidas as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores em defesa do Estado Social.

 

 

Junho 3, 2026 . 18:15

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