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Registo de ocorrências diminui dentro do recinto da Queima das Fitas

Chegou ao fim mais uma edição da Queima das Fitas onde se registou um «valor irrisório» de ocorrências, segundo a Cruz Vermelha.

Marco Fonseca, coordenador da Queima das Fitas no apoio médico sanitário da Cruz Vermelha, adiantou um «balanço positivo», marcado por um valor “pequeno” de ocorrências em comparação com a quantidade de público que visitou o recinto ao longo dos nove dias de festa. «Apesar de ainda não podermos avançar com um número 100% definido, as ocorrências rondam as 25 por noite, o que está dentro do esperado, um pouco abaixo talvez», revelou. O dia com menos ocorrências no recinto da festa acabou por ser o dia do Cortejo da Queima das Fitas, onde o número registado foi muito abaixo dos restantes, situação considerada «natural» dada a natureza do dia em questão, que tem por hábito ser o dia com menor adesão.

Com uma equipa de 20 a 25 membros por noite, conta que os membros são «completamente suficientes» para fazer frente aos eventos médicos da festa. «Este ano o que ocorreu mais vezes foram as intoxicações etílicas e agressões», explicou o responsável. Questionado sobre as agressões encontradas, Marco Fonseca admite não existir indicação das razões, mas ao longo das últimas edições da festa «têm sido mais frequentes».

Em termos de gravidade das situações encontradas, não houve «nenhuma que se destaca-se», sendo apenas «casos habituais para este tipo de evento».

Cruz Vermelha monta posto médico avançado no recinto da Queima das Fitas durante nove dias

Relativamente à dinâmica organizada das equipas, o coordenador “levantou o véu” sobre aquilo que torna o seu trabalho mais fácil. «Temos aqui um posto médico avançado, dividido em três setores. A área do suporte avançado de vida, a área dos amarelos que é a de suporte intermédio e área dos verdes, onde temos as vítimas que precisam de menos cuidados». A este setor juntam-se ainda as equipas em “ronda” pelo parque. «Temos sempre quatro equipas de socorro de proximidade, que estão no recinto, preparadas para atuar em caso de necessidade. Para além disso temos, ainda, ambulâncias de socorro para o caso de ser necessário transportar alguém para o hospital».

Sempre em coordenação e cooperação com as restantes equipas de segurança destacadas para o evento, o trabalho corre «muito bem», principalmente por se tratar de uma organização «atempada». «Para calibrar um evento deste tamanho começamos a trabalhar muito cedo, mais ou menos três meses antes do seu início. Há uma grande dinâmica entre todas as entidades e estamos sempre coordenados para que tudo corra pelo melhor», indicou.

Maio 31, 2026 . 09:15

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