
Populares exigem celeridade na reabertura da estrada que liga Vale de Açor ao Sobral
Mais de uma centena de populares participaram na manhã deste domingo numa manifestação pacífica em protesto pelo encerramento da estrada que liga Vale do Açor a Sobral. Desde a tempestade Kristin, a via continua «cortada sem que qualquer informação ou justificação fosse comunicada aos habitantes, deixando a população obrigada a percorrer muitos quilómetros adicionais diariamente. Num contexto em que os combustíveis atingem preços incomportáveis, esta situação representa um grave prejuízo financeiro e de qualidade de vida para as famílias», lamentam os habitantes de Vale do Açor. Reconhecendo que o encerramento «se deva, muito provavelmente, a questões de segurança, fundamentadas em estudos que não nos foram apresentados, não aceitamos que a única solução seja fechar e abandonar a estrada», os habitantes viram-se “obrigados” a sair à rua para manifestar a sua indignação.
José Miguel Ramos Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, deslocou-se ao local e esteve à conversa com os populares, mostrando-se «totalmente solidário com a prioridade destas questões que são absolutamente fundamentais para esta população». O autarca garante que «tem acompanhado o tema com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra», compreendo as dificuldades associadas, porém solidário com a necessidade de ser prestada mais informação à população, uma das exigência verbalizada na manifestação de ontem, a par «da reanálise das condições de segurança da estrada para pelo menos se poder circular de forma alternada» e do «reforço dos rails de proteção e condições de segurança na estrada alternativa Vendas da Serra – Ceira».
Aos populares, José Miguel Ramos Ferreira - na presença de Bruno Santos, presidente da Junta de Freguesia de Miranda do Corvo, e de Fernanda França, presidente da Assembleia de Freguesia - deixou ainda a garantia de que o seu executivo «irá também intervir com urgência na estrada alternativa da Abelheira que ficou bastante danificada com a Kristin e que tem de ser cuidada antes do inverno».
"A tempestade Kristin só veio comprovar a má opção construtiva dos trabalhos realizados"
O estado atual da via «não é um acidente imprevisível», recordam os habitantes de Vale do Açor. «A estrada sofreu uma degradação contínua e ignorada durante a 1.ª fase da construção do Metro Mondego, agravou-se com a construção da Autoestrada 13 e, novamente, com a 2.ª fase do Metro Mondego. Durante todo este tempo, a via foi severamente danificada pela passagem de veículos pesados e pela existência de valetas defeituosas, sem que qualquer manutenção fosse feita», lamentam, acrescentando ainda que «mais tarde, a intervenção realizada no talude (Barroca do Estoval) consistiu em colocar toneladas de betão e pedra para o consolidar». Tal facto, defendem, contribuiu para «aumentar a carga na base do próprio talude, resultando nas graves fendas e no desnivelamento da estrada que hoje enfrentamos. A tempestade Kristin só veio comprovar a má opção construtiva dos trabalhos realizados».










