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As marcas de um regime autoritário

Maio 31, 2026 . 11:00
"Mas a vivência prolongada no regime do Estado Novo, sob a repressão da polícia política e o desconforto dos bufos ou espreitadores de conversas de café e dos espaços públicos, fez enraizar nas várias gerações a imposição de limites e a autocensura" | Texto de Opinião de Vitalino José Santos

Muita gente da minha geração lembra-se da canção «Tás Quietinho ou Levas no Focinho». Na banda de «rock irreverente» Trabalhadores do Comércio, que vingou na década de 80, destacava-se o então catraio João Luís Médicis, que, como muita rapaziada do Porto e de outras geografias, «[j]á num qu'ria mais cumer / Estava fartu dir pa escola / Só gustaba de currer / E dandar ò xuto à bola» (sic).

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