
Reabilitação do Mosteiro de Semide no caminho com mais um passo decisivo
«Um passo decisivo» foi dado ontem no Mosteiro de Santa Maria de Semide com a visita do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, e da vice-presidente do Instituto do Património, Ana Catarina Sousa, que, a convite do presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, José Miguel Ramos Ferreira, tiveram «a oportunidade de conhecer o Mosteiro que é um edificado muito importante no panorama do património do país, que é tão antigo como a fundalção da nação portuguesa» como referiu o governante.
Depois de uma visita às diferentes áreas do Mosteiro, - a que está em ruínas, a que está ocupada pela Cáritas Diocesana e a que está ocupada pelo CEARTE -, o secretário de Estado, Alberto Santos, mostrou--se sensibilizado com as preocupações do presidente da direção da Cáritas, Manuel Antunes, que apresentou ao governante, «a urgência de se poder desbloquear as decisões para poder ali realizar algumas obras que confiram mais dignidade aos jovens que residem na Casa de Acolhimento Residencial Lar de Jovens de Santa Maria de Semide».
Mas Alberto Santos foi mais longe, referindo que tudo fará «para que se possa reabilitar este monumento, que é de grande envergadura, tendo em conta que a sua reabilitação terá um grande impacto económico para a região».
Já o presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo referiu que «esta vista é de facto um passo decisivo em todo este processo que é muito moroso, que já começou há algum tempo.
Por isso, o autarca agradeceu publicamente a «abertura e disponibilidade« do governante, referindo que, «após todas as dligências e reuniões de trabalho já realizadas, foi possíveldesbloquear um «um processo que estava parado desde 2017».
Tendo como objetivo final a elevação do Mosteiro de Semide ao estatuto de Monumento Nacional, o autarca congratulou-se pelo facto de já ter sido publicado em Diário da República a permissão para se alterar a classificação de imóvel de interesse público para monumento de interesse público e redenominar para Mosteiro de Santa Maria de Semide. O referido despacho fixa ainda uma zona especial de proteção provisória (ZEPP), que inclui o adro fronteiro bem como a torre sineira.
«Depois deste passo importantíssimo, a nossa preocupação é «trabalhar no sentido de, através do Estado e com a iniciativa privada, recuperar as áreas ardidas e em ruínas e dar-lhes uma nova função». Paralelamente, continuar a trabalhar com as duas instituições (Cáritas e Cearte), no sentido de também ser possível fazer a sua reabilitação». O presidente da Câmara mostrou-se muito esperançado numa solução para a valorização deste ícone histórico que é património local e nacional, mas «consciente de que é um caminho longo e dispendioso».












