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Palco RUC mantém-se como atração “singular” na Queima das Fitas

Com foco naquilo que se ouve na “cena underground”, os convidados ou “ruccianos” mostram que não é por ser “secundário” que merece menos atenção

O Palco RUC é, há já vários anos, um dos “pontos seguros” da Queima das Fitas, apesar de não se designar como tal.

Para além de um espaço de união e partilha, o palco produzido pela Rádio Universidade de Coimbra (RUC) ajuda a dar o arranque à festa, introduzindo no recinto artistas “alternativos” e da “cena underground”, ao mesmo tempo que oferece um local de exposição as DJ’s “ruccinanos”, ou seja, que fazem parte desta secção da Academia.

«Comparativamente ao ano passado, está a ser uma experiência muito melhor», revelou Inês Santos, uma das produtoras deste palco, em conjunto com Maria Gaspar e Maria Carrilho.

«Devido às mudanças no layout [disposição] do recinto, estamos a beneficiar de mais público», principalmente devido à «circulação natural» das pessoas pelo espaço.

No ano passado, o Palco RUC ficou numa zona que contabilizava uma segunda entrada e, ainda, o Palco 360º, o que causou alguns desafios para o sucesso dos artistas que atuaram nestes palcos.

«As pessoas passavam por nós e seguiam o seu caminho, não ficavam. Este ano está a ser uma situação diferente. Acho que o Palco 360º é uma grande ideia, atrai muitos DJ’s e isso é importante», apesar da ideia desse palco não ter transitado para 2026.

No que toca ao trabalho de curadoria e produção, Inês desvenda um pouco do que se passa por trás da cortina, e explica a ligação entre «ruccianos» e os artistas “de fora”.

«Tentamos criar uma ligação de géneros musicais, ou seja, quando temos artistas convidados de um determinado género, introduzimos os nossos DJ’s que também partilham, de certo modo, esse género nos seus sets», um “jogo” que tem dado frutos e apresentado não só novos artistas da cena nacional e internacional, como alguns dos melhores da “casa”.

Com um público que, muitas vezes, é taxado de “alternativo”, o Palco RUC pauta-se por ser um espaço que acolhe todas as pessoas, independentemente dos seus gostos, interesses ou etnias. «O mote, mesmo, do palco é o público sentir-se bem e que não haja qualquer tipo de discriminação por parte de ninguém». Este ano, indica, esse sentimento «intensificou-se».

«O cenário, com as árvores e aqui o rio, dá uma sensação de conforto. Há pessoas que vêm para aqui e sentam-se e usam o espaço para relaxar um bocadinho da tenda e do palco principal», explicou a produtora.

Em análise a um dos eventos que “destacou”, de certo modo, a Rádio Universidade de Coimbra no decorrer da última semana (a subida da Associação Académica de Coimbra - OAF à Liga 2), Inês Santos admite que os Relatos RUC são «muito importantes» e que se «sente um grande carinho» por parte de quem acompanha.

Para o futuro, estão planeados alguns eventos, mas o “véu” ainda não foi levantado para muito.

A produtora, porém, confirma que em 2027 se pode contar com a presença deste palco na Praça da Canção, mas admite que, de momento, ainda não existe intuito de aumentar o número de dias.

«Vamos continuar com os primeiros quatro dias da festa, é um bom acordo e estamos felizes com o resultado».

Esta noite o Palco RUC encerra, com atuações de Pedro Nora (23h00), Them Flying Monkeys (01h00), Ideal Victim (02h10), Elísio (03h00) e PRZ (Live) (05h00), passando amanhã para a nomenclatura de Palco Secundário e sob a “alçada” da organização da Queima das Fitas.

Maio 25, 2026 . 10:12

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