
Pink & White Spring Fest marcada pela qualidade e diversidade de produtos
O calor de verão que se fez sentir ontem foi o convite certo para apreciadores de rosés e vinhos brancos degustarem estes néctares das regiões da Bairrada e Beira Atlântico.
Cerca de 20 produtores de vinhos certificados deram a conhecer os seus produtos na terceira edição do Pink & White - Spring Fest que, mais uma vez, encheu os claustros dos Paços do Concelho de Cantanhede.
Um evento que, tal como o nome indica é uma festa da primavera, mas com cheiro a verão, muito concorrida, seja por parte dos expositores, seja por parte dos visitantes.
E logo à entrada, o desafio era para degustar um dos vinhos mais novos da região da Bairrada, a marca “bebé” Ó21.
“Sui generis» o nome que, tal como o promotor, Rui Ventura, contou ao Diário de Coimbra, surgiu de duas coincidências da sua vida. Com a adega situada na Rua de Nossa Senhora do Ó, em Ourentela, o nome também é a sua «alcunha, que vem dos tempos da escola primária».
Rui Ventura conta que frequentou a Escola Primária da Cordinhã, onde nenhuma das cadeiras tinha número, à exceção da sua, que era a número 21. Por isso, «chamavam-me sempre pelo nome Ó21!». Uma escolha curiosa que hoje dá nome a um dos vinhos de novos produtores, mas que tem vindo a ganhar expressão.
Rui Ventura quis valorizar as vinhas deixadas pelos avós e hoje dedica-se a produzir brancos que resultam da combinação das castas Arinto, Baga Branca e do blend de Arinto, Cercial e Maria Gomes. Além dos brancos e rosés, ontem em destaque, Rui Ventura diz que também produz tintos, em exclusivo com baga e um espumante único, que resulta de duas castas antagónicas, a Bastardo e a Arinto, que, na sua opinião, lhe conferem um sabor inconfundível.
Mas, pelos claustros dos Paços do Concelho, outros produtores apresentavam as suas melhores novidades, não só na área dos vinhos, mas também na área da doçaria e da gastronomia.
De Lemede, por exemplo, Ricardo Marques e Tânia Jesus davam a conhecer os seus brigadeiros.
Um produto que tem a particularidade de se apresentar com novos sabores. Ricardo Marques explica que, além do brigadeiro de espumante, há também os brigadeiros de queijo parmesão com polén de mel, de castanha e jeropiga e muitos outros, «mas sempre com a preocupação de ter como ingredientes os produtos locais e artesanais».
Na abertura do evento, os elementos da organização e os convidados brindaram ao sucesso de mais uma edição do Pink & White Spring Fest, que resulta de uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Cantanhede, Região Metropolitana de Coimbra e da Rota da Bairrada, com o apoio do Turismo Centro de Portugal, da Comissão Vitivinícola da Bairrada e Wines of Portugal.
Por isso, Pedro Soares, da Comissão Vitivinícola da Bairrada, congratulou-se com a adesão de tantos produtores «que são certificados» e que vêm a este evento, para apresentar os seus produtos.
Por isso, este evento é «uma oportunidade para se conhecerem as histórias associadas a cada vinho que, obviamente, ajudam a perceber a valorização do território, com grande enfoque nas suas potencialidades enogastronómicas, que dão o mote para a valorização turística».
Já Helena Teodósio, autarca de Cantanhede e, simultaneamente, presidente da CIM-Região Metropolitana de Coimbra, mostrou-se muito satisfeita «pela excelente adesão» de produtores certificados, mas também pelo facto «de verificar que há mais pessoas novas a entrarem no processo de produção de vinhos e que já estão certificados, o que revela uma preocupação com a qualidade, com a valorização da nossa casta, a baga, mas também de outras».
Helena Teodósio elogiou ainda a diversidade, não só dos vinhos, mas também a associação à gastronomia, muito rica na Comunidade Intermunicipal, reunindo sabores da Gândara, da Bairrada e do Baixo Mondego: «associar estas duas vertentes, estarmos perto dos produtores é um incentivo para o desenvolvimento».












