
O extenso programa Anozero’26
No dia 23 de maio, às 11h30, a Praça 8 de Maio acolhe a performance participativa «O mundo é um corpo, um corpo é um encontro, um encontro é um mundo», de Malu Patury. A proposta parte da ideia do corpo como espaço de atravessamento e relação, recusando a separação entre indivíduo, paisagem e comunidade. Através de propostas simples de interação, contacto e composição coletiva, o público é convidado a corporificar uma cartografia efémera construída em tempo real. A performance integra materiais simples e gestos de encontro, ativando uma experiência partilhada onde o corpo surge como lugar de relação e transformação.
Ainda no dia 23, às 18h00, com saída do Largo do Poço, Gil Mac apresenta «Our House», percurso performativo que cruza memória autobiográfica, arquivo fotográfico e espaço urbano. Desenvolvida a partir de intervenções realizadas anteriormente na Baixa de Coimbra e de uma nova ação na casa da avó do artista, a performance propõe um percurso sensorial e afetivo pela cidade. Entre documento, ficção e presença, «Our House» reinscreve memórias pessoais no espaço público, convocando o público para uma experiência de proximidade, escuta e deslocamento.
As visitas guiadas às exposições centrais prosseguem no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, nos dias 23 e 24 de maio, entre as 16h00 e as 17h30, proporcionando ao público uma aproximação às obras e às linhas curatoriais desta edição da Bienal.
Programa Convergente
No âmbito do Programa Convergente Anozero’26 — Experiências sensoriais e participativas, continuam também patentes várias exposições integradas na programação do Anozero’26:
Na Fundação Bissaya Barreto podem ser visitadas «Como Habitar o Tempo», de Nuno Sampaio, com curadoria de Lia Cachim, e «Cuidadoria: abraçar, constelar, outrar», com curadoria de Ana Rito e Hugo Barata.
No Seminário Maior de Coimbra permanece «Fight Lookism», exposição coletiva com curadoria de Daniel Madeira.
Na Baixa da cidade continua «Ofícios do Olhar», intervenção instalativa de Miguel Silva nas montras do comércio local.
Já no Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra pode visitar-se «Os Trópicos Têm Poros», de Lilian Walker, com curadoria de Cristiana Tejo.
Todas as iniciativas têm entrada gratuita.

O Anozero – Bienal de Coimbra é uma iniciativa organizada pelo Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Universidade de Coimbra desde 2015. É também um programa de ativação e reflexão sobre espaços patrimoniais, cujo momento fundador foi a classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade, pela UNESCO, em 2013
Informação útil
Consulta toda a programação da Bienal na agenda do site.
As inscrições para as visitas orientadas e para as atividades do programa educativo realizam-se através do e-mail [email protected]
Informação detalhada sobre os participantes disponível em: anozero26bienaldecoimbra.pt/participantes










