
Investigação sobre alimentação realça ligação a territórios
“Pensar a Comida: Patrimónios Alimentares – 10 anos de Investigação & Ensino” é o tema do Congresso que começou ontem em Coimbra e se prolonga pelo dia de hoje, mas em Lisboa. Uma iniciativa integrada nas comemorações do 10.º aniversário do Doutoramento em Patrimónios Alimentares: Culturas e Identidades e dos 20 anos do mestrado em Alimentação, lecionados na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e que representa «um marco muito positivo», tal como referiu o diretor da FLUC, Albano Figueiredo, na sessão de abertura de dois dias de trabalho e reflexão sobre a investigação que sobre os patrimónios alimentares enquanto fenómeno cultural, histórico, económico e identitário».
De facto «um património muito relevante», tanto mais se se pensar na «forte relação com os territórios», tal como foi referido na sessão de abertura, não só pela pela vice-reitora da UC para o Ensino e Atratividade, Cristina Albuquerque, mas também pelo secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, que reiterou a importância desse património para o Produto Interno Bruto.«Estas áreas do património alimentar, somado ao comércio e serviços associados representam 60% do PIB». O secretário de Estado, que se afirmou como sendo «um verdadeiro embaixador itinerante da gastronomia portuguesa e dos seus aspetos verdadeiramente diferenciadores», realçou «a dimensão económica destas áreas e a sua transversalidade direta e impacto em quatro milhões de pessoas».
O congresso conta com a presença de investigadores nacionais e internacionais, que apresentarão os seus projetos ligados ao património alimentar, turismo, sustentabilidade e cultura
Na sessão de abertura, Albano Figueiredo e Cristina Albuquerque destacaram ainda o papel da Faculdade de Letras pela aposta constante na investigação e na abertura a outras áreas do saber e da sociedade e a sua ligação aos territórios, dando a possibilidade de melhorar o futuro e mesmo esbater as desigualdades.
O congresso conta com a presença de investigadores nacionais e internacionais, que apresentarão os seus projetos ligados ao património alimentar, turismo, sustentabilidade e cultura. A sessão de ontem terminou com a visita à exposição “Jóias de Família: o Belo Comestível”, que transformou receitas familiares e manuscritos em património cultural.












