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Bilhetes gerais esgotados avizinham uma semana de casa cheia

A partir de amanhã, milhares de estudantes vão viver uma semana de Queima de Fitas com muita música, festa, tradição e emoção

A um dia do início da maior festa académica do país, o palco está montado, os barris de cerveja já chegaram à Praça da Canção, a tenda está montada, os bilhetes gerais já esgotaram e os estudantes já se preparam para a festa. Já no recinto ultimam-se os pormenores para amanhã arrancar uma saga de nove noites com cerca de 100 concertos, atuações e espetáculos, entre o Palco Principal, Palco RUC/Palco Secundário e tenda gigante. Nesta edição, a organização preferiu diminuir a área do recinto, mas «haverá algumas novidades», adiantou Carlos Missel, coordenador-geral da Queima das Fitas, em entrevista ao Diário de Coimbra, desde logo o novo palco 360.º junto ao rio e uma praça de alimentação «mais confortável».
Pelo palco principal vão passar vários artistas pela primeira vez, nomeadamente, internacionais, «seguindo as tendências» para «ir ao encontro de vários estilos e pensados para os vários grupos de estudantes que vão passar por aqui». Ao contrário do esforço feito no ano passado para que a programação dos espetáculos tivesse início mais cedo, «não houve grande adesão» por parte dos estudantes, levando a organização a «encontrar um equilíbrio». A verdade é que os estudantes continuam a chegar muito tarde ao recinto e, por isso, «há muitos artistas a não querer subir ao palco por não haver muito público na plateia», disse.

Cortejo passará pela primeira vez na via central

Com os bilhetes gerais esgotados, Carlos Missel admite que existiu por parte da organização da festa um reforço na quantidade de bilhética para dar resposta à procura. «Quanto aos bilhetes pontuais já estamos acima, cerca de 12 mil bilhetes, em relação à mesma altura no ano passado», explicou, salientando que o «feedback está a ser muito positivo».
Contudo, os concertos não se limitam ao palco principal, já que a RUC (Rádio Universidade de Coimbra) dinamiza as primeiras quatro noites no palco que lhe dá nome e que há largos anos é uma opção para o público mais alternativo e que procura artistas diferentes dos nomes escolhidos para a programação habitual. Já dentro da tenda gigante as barraquinhas dos Núcleos de Estudantes da Associação Académica de Coimbra e as Associações de Estudantes do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) já estão prontas para receber os estudantes.

Cortejo passa no meio do caos das obras e via central

Este ano, o cortejo passará pela primeira vez na via central, no canal dedicado ao metrobus, encurtando o percurso que se fazia pela Rua da Sofia até ao Largo da Portagem, em alternativa à passagem pelas ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz. Carlos Missel sublinha a «grande dificuldade» em compatibilizar o percurso do cortejo e as obras a decorrer na Avenida Sá da Bandeira até à Rua da Sofia, contudo deixou largos «elogios» às entidades municipais e de segurança pública para que seja possível a realização tanto do cortejo, como da serenata, cumprindo todas as precauções.

Entrevista A Carlos Missel 2

Depois de seis queimas Carlos Missel prepara despedida da Queima das Fitas

Foi o rosto durante os últimos anos da Queima das Fitas. Carlos Missel abraçou o desafio de ser coordenador-geral, em 2021, e desde então foi o responsável por colocar de pé a maior festa académica do país. Mesmo com muitos «altos e baixos» termina este percurso com o sentimento de «dever cumprido». «Acredito que a Queima das Fitas desde que eu entrei até ao dia de hoje cresceu e demos importantes passos para esta festa», disse.

Maio 21, 2026 . 07:30

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