
Cortejo dos Pequenitos com menos crianças não esquece a tradição
Cerca de 70 crianças desfilaram pelas ruas da Baixa de Coimbra, desde a Praça 8 de Maio até à Praça da Canção, para grande felicidade de muitos turistas que por ali passavam ontem à tarde, mas também dos pais e familiares que viram os seus “estudantes” de “palmo e meio” a cartolar ou a abanar as suas pastas e fitas com as cores referentes a cada uma das faculdades da Universidade de Coimbra.
A tradição do Cortejo dos Pequenitos, inserido na programação da Queima das Fitas, já se cumpre há longos anos, contudo, este ano houve um número muito reduzido de escolas a participar e para a comissão organizadora da Queima das Fitas deve-se à «logística e disponibilidade das escolas» em participar no cortejo, explicou Inês Bacalhau, comissária com o pelouro da representação institucional, em conversa com o Diário de Coimbra, no fecho do cortejo.
Apesar de serem menos “estudantes”, essa não foi razão para ausência de animação e cânticos “academistas” entoados pelas crianças das três escolas - Jardim de Infância da Adémia, Jardim de Infância de Almalaguês e o Jardim Escola do Mondego - que participaram nesta edição do Cortejo dos Pequenitos e que com grande felicidade pelas ruas da Baixa se apresentaram ao júri composto por entidades da cidade. Com palavras escritas nas pastinhas, os meninos e as meninas do Jardim Escola do Mondego, por exemplo, escolheram cantar uma música sobre respeito, união e amor entre todos, numa mensagem de paz para o mundo.
Face à fraca adesão das escolas do concelho à proposta da Queima das Fitas, a responsável desta edição pela organização do evento assume que o cortejo será delineado de outra forma para o próximo ano.
«Para o ano já temos algumas ideias para passar a pasta e entrar em campo uma colaboração com a Câmara Municipal de Coimbra e algumas instituições da cidade para podermos dinamizar mais esta atividade que já teve mais escolas envolvidas», explicou a responsável, reconhecendo que é preciso mudar o modo como se organiza esta iniciativa cultural. «O nosso objetivo é voltar a trazer mais dinâmica e envolvência das escolas numa atividade tão bonita e divertida como esta», disse.
De facto, o início da tarde de ontem trouxe uma magia diferente a quem passeava pelas ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz e se deparou com dezenas de “estudantes” com o traje académico ou com as fitas a abanar.
O desfile, que teve início às 14h00 na Praça 8 de Maio, terminou na Praça da Canção onde não faltou música, insufláveis e até um pequeno lanche para as crianças e educadores das três escolas participantes.











