
Espera-se mais vida na Baixa com requalificação da Estação Nova
A Estação Nova, desde ontem sob gestão formal da Câmara de Coimbra, «é memória, identidade e, acima de tudo, é futuro», disse Ana Abrunhosa na cerimónia do contrato de subconcessão com a Infraestruturas de Portugal (IP). O espaço, assumiu a presidente da autarquia, será porta de entrada, de cultura, de inovação e de valorização da Baixa, que «só recupera quando tivermos pessoas e empresas».
Referindo-se à construção nas frentes ribeirinhas, afirmou que «não há cidade na Europa» que tenha frentes de rio abandonadas, desejando que o futuro traga espaços de lazer e culturais, escritórios, habitação. E para isso «a Estação Nova é fundamental», com «vida e atividades económicas». «Sabemos o que queremos e o que não queremos», sustentou, ao salvaguardar que os conimbricenses têm de se rever no projeto, razão que tem levado a auscultações do público.
O contrato de subconcessão, assinado por Ana Abrunhosa e Carlos Fernandes, vice-presidente da IP, é para um período de 50 anos, abrangendo uma área superior a cinco mil metros quadrados (com o edifício). O investimento global previsto, para diferentes utilizações, anda pelos 16 milhões de euros.
Haverá espaços para empresas, formação tecnológica, atividades culturais, promoção de produtos locais e instalação da GoCoimbra
De acordo com a Câmara, a subconcessão permite avançar com projetos de reabilitação e utilização do edifício, no imediato com o de arquitetura, o que será efetuado sem desvirtuar a memória ferroviária. Entre as utilizações previstas, informa o Município, haverá espaços para empresas, formação tecnológica, atividades culturais, promoção de produtos locais e instalação da GoCoimbra (Agência Municipal para o investimento e Inovação).
O projeto prevê a criação de uma praça pública na zona das plataformas ferroviárias, «reforçando a ligação entre a Baixa, a frente ribeirinha e os percursos pedonais e cicláveis associados ao metrobus.
Na cerimónia, Carlos Fernandes reafirmou a intenção de ter o troço do metrobus até Coimbra-B aberto antes do início do próximo ano letivo. Os trabalhos, nesta zona, foram afetados pelas tempestades mas «estão praticamente concluídos», disse o vice-presidente da IP.
Na sessão, em que interveio também o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a presidente da Câmara agradeceu a celeridade nas respostas e a colaboração de IP e Governo, com Ana Abrunhosa a vincar «a reposição de uma justiça eliminada» [canal ferroviário retirado em 2009], ao notar que «mobilidade é liberdade». A autarca referiu-se ainda à importância, para a cidade e para a região, da Alta Velocidade com uma estação em Coimbra B (o prazo do concurso do troço Oiã/Soure está a terminar, disse), da requalificação do IP3 entre Penacova e Coimbra e do prolongamento da A14. Obras que vão «permitir uma circular urbana que Coimbra não tem».
Na sua intervenção, o ministro garantiu que o Governo tem por «primado absoluto o princípio da subsidiariedade», alicerçado na «paixão dos autarcas» e na assunção de responsabilidade pelos órgãos locais, dando o exemplo da transferência, da administração central para a local, de mais de 100 imóveis no último ano.
Miguel Pinto Luz reforçou a ideia de dar «dimensão metropolitana» às regiões e lembrou que com a Alta Velocidade Coimbra ficará a 40/50 minutos de dois aeroportos internacionais (Sá Carneiro, no Porto, e o projetado para Alcochete, Lisboa). «Coimbra deixará de funcionar para si mesma», observou.
Intervenção na paragem expresso na Rua do Padrão
A par do contrato para a Estação Nova, Câmara e IP assinaram também um acordo para utilização, pela autarquia, de oito parcelas do IC2, de terrenos localizados entre a União de Freguesias de Coimbra e a União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, com uma área total de quase 27 mil metros quadrados. O protocolo, que tem uma duração inicial de
15 anos, passa para a Câmara a requalificação, manutenção, conservação e limpeza. Serão para estacionamento, cais de embarque, quiosques e zonas de apoio ao transporte público.
Segundo a Câmara, entre as intervenções está a requalificação do espaço sob o viaduto do IC2, na Rua do Padrão, destinado à paragem de operadores de serviço expresso. O objetivo, acrescenta, é o de melhorar as condições de embarque, criar espaços de espera mais confortáveis e permitir a instalação de serviços de apoio aos passageiros.

Túnel do Choupal nivelado volta a ligar avenidas
A ligação entre a Avenida Fernão de Magalhães e a Avenida Marginal, na zona do Túnel do Choupal, reabre hoje, depois de encerrada vários meses para trabalhos de construção do troço Portagem - Coimbra B do metrobus.
De acordo com a Metro Mondego, com a abertura são suprimidos os desvios provisórios e a passagem inferior do Túnel do Choupal fica convertida em passagem nivelada rodoviária, ao nível da Avenida da Marginal.
Tal alteração vai permitir , diz a Metro em comunicado, «melhorar o fluxo de trânsito» entre as duas avenidas, «contribuindo assim para a modernização e funcionalidade da cidade». Na zona do Túnel do Choupal ficará implantada a estação Açude do metrobus, que irá servir a parte norte da Avenida Fernão de Magalhães e o Choupal, além de funcionar como interface modal com outros transportes públicos, entre os quais os SMTUC.












