
Novos elementos da CVP assumem compromisso com a causa humanitária
Foram 30 os novos elementos que se perfilaram ontem perante o estandarte da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). Mais do que uma formalidade, o Juramento de Bandeira assumiu--se como uma declaração pública em honrar e promover os sete princípios fundamentais da instituição - Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade - em prol da causa humanitária que é levada a efeito pela delegação da Figueira da Foz.
A cerimónia, que teve lugar na Praça Europa, realizou-se oito anos depois do último juramento na instituição, marcando assim o culminar de um rigoroso período de formação e o início oficial do voluntariado no terreno. É a garantia de que a delegação da CVP na Figueira da Foz dispõe de recursos humanos altamente preparados para integrar as equipas de socorro, emergência e apoio social sempre que o concelho precisar.
«Qualquer voluntário quando entra tem que fazer uma formação institucional de 16 horas via presencial e que tem uma componente online que faz parte do site da federação. Depois, podem optar pela parte social, como separar roupa ou fazer o acompanhamento de utentes ao hospital. Já quem envereda pelo caminho da emergência, faz o curso de 50 horas de competências operacionais, onde aprendemos sobre combate a incêndios ou sistema de proteção civil, e terminamos com o curso de tripulante de ambulância e transporte. Além disso, há sempre um percurso formativo de especializações», explicou Bruno Gomes, coordenador adjunto da delegação da Figueira da Foz, indicando que a instituição conta com mais de 80 elementos.
«Quantos mais voluntários nós tivermos, melhor. Há uma estrutura operacional, mas a parte social transcende esta parte mais operacional de socorro porque não é tão visível, digamos assim. Estes são voluntários que não aparecem tanto, que não têm farda, mas têm o juramento», referiu Francisco Leitão, em declarações aos jornalistas.
Já no seu discurso que abriu a cerimónia, o presidente da delegação da Figueira da Foz, manifestou o seu “orgulho” em relação a todos aqueles que se comprometeram «ser missão» da Cruz Vermelha. «Para quem recebe a nossa ajuda, vocês são o mundo inteiro. Nunca o esqueçam!», afirmou o responsável, dando as boas vindas aos novos voluntários.
Também José Duarte Pereira, presidente da Assembleia Municipal, manifestou que foi com «genuína emoção» que testemunhou um «momento tão significativo» para a cidade. «Dizem “sim” a uma causa maior perante uma das instituições mais nobres e respeitadas», evidenciou. Por sua vez, Olga Brás enalteceu a «dimensão humana» dos elementos da CVP, o que é merecedor do «reconhecimento público e institucional de todos nós». Nesse sentido, a vice-presidente da Câmara Municipal deixou a todos os voluntários uma «palavra de gratidão, respeito e confiança»











