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Figueira quer ser mercado de centros de dados

Maioria aprovou proposta do CHEGA que quer reforçar concelho como uma economia de matriz tecnológica e científica de alto valor acrescentado

O Município da Figueira da Foz aprovou por maioria, com duas abstenções do PS, a proposta do CHEGA que tem como objetivo posicionar o concelho como um destino para investimentos em centros de dados. Em causa está a constituição de uma equipa para elaborar, no prazo subsequente de 120 dias, um Dossier Técnico Preliminar de Prontidão Territorial do concelho. «Os centros de dados são uma indústria de alto valor acrescentado, que atrai salários muito altos e emprega trabalhadores muito qualificados. É muito importante preparar a Figueira para este tipo de investimentos», justificou ontem Hugo Fresta, vereador do CHEGA, na reunião de câmara.

No entanto, o vereador João Martins assegurou que a Câmara Municipal tem feito trabalho nesse sentido e relembrou que, nos últimos quatro anos, foram criados cerca de 50 hectares de novas áreas para as diversas zonas industriais no concelho, sendo os locais que oferecem a capacidade territorial necessária para a instalação de edifícios de grande escala energética e de processamento. A única condicionante é o facto de estas infraestruturas tecnológicas necessitarem de muita energia e, por isso, a melhor opção seria a margem sul do concelho pela proximidade à subestação da REN.

Rui Carvalheiro, vereador do PS, disse ter dúvidas quanto a esta proposta «demasiado teórica» do CHEGA. Por um lado, se a Figueira terá capacidade para suportar este investimento. Por outro lado, se o Município estará disposto a criar um grupo de trabalho para dar sequência à proposta.
«Sou alérgico a grupos de trabalho. O meu grupo de trabalho é o meu executivo e chega», respondeu Pedro Santana Lopes, o que acabou por dar origem à alteração de grupo de trabalho para equipa multidisciplinar na proposta em causa.
«Estamos na vanguarda dessa matéria, até nos cursos de formação», atestou o presidente da Câmara Municipal, argumentando que «durante os últimos 20 anos não houve um único investimento desta dimensão como os que estão para chegar» à Figueira da Foz.

Maio 15, 2026 . 09:30

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