
Câmara vai avançar com projeto piloto de transporte a pedido em Coimbra
A Câmara de Coimbra vai avançar, já este mês, com um projeto piloto para implementar nas freguesias de S. Silvestre, S. João do Campo e União de Freguesias de S. Martinho de Árvore e Lamarosa, o SIT FLEXI, o serviço de transporte a pedido da Região Metropolitana de Coimbra, que permite que as pessoas possam, mediante reserva , dispor de um meio de transporte para se deslocarem dentro do concelho.
A primeira reunião de trabalho, nomeadamente com os presidentes destas juntas de freguesia, acontecerá ainda durante este mês e a expectativa de Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, é, como confirmou ao Diário de Coimbra, que ainda durante este mês este projeto piloto possa já estar a ser implementado, colmatando uma lacuna sentida e manifestada pela população.
O projeto avança depois de a Câmara de Coimbra, já durante este executivo, se ter candidatado a este serviço de transporte público promovido pela Região Metropolitana de Coimbra e de a mesma candidatura ter sido aprovada. «O anterior executivo tinha um projeto próprio que acabou por não ser a solução, como esperado», confirma a autarca ao nosso jornal, confiante que é, para já, «o que melhor se adequa para responder às necessidades de transporte público» das populações das quatro freguesias.
Ainda este mês irá decorrer a primeira reunião de trabalho do município com os três autarcas
Neste momento, as pessoas têm de se deslocar até à EN110 para terem acesso ao transporte público. Com este projeto, qualquer pessoa das quatro freguesias pode reservar um transporte para as suas deslocações, bastando antecipadamente fazer a respetiva reserva. «Para já, além de uma solução, é também forma de dinamizar as economias locais, uma vez que este projeto prevê contratos com, por exemplo, os taxistas de cada localidade, que ficam responsáveis pelo transportes», sublinha Ana Abrunhosa, ao nosso jornal.
A medida foi encarada com otimismo pelos três autarcas das quatro freguesias envolvidas. Fernanda Antunes, presidente de S. Silvestre, recordou que a sua freguesia está «numa margem do concelho» e que tem sido «muito desfavorecida ao nível de transportes públicos». O transporte a pedido «não resolve todos os problemas nesta matéria», confirma, mas «sempre resolve algumas questões», dando como exemplo alguns transportes escolares ou de pessoas que não têm transporte próprio.
O mesmo sublinha Valter Santos, presidente da junta de freguesia de S. João do Campo, recordando que há uma grande percentagem da população destas freguesias que é «muito envelhecida» e que tem «dificuldade em deslocar-se até às paragens ou ir à sede do concelho», já para não dizer que «são pessoas que vão até Coimbra duas ou três vezes por ano para consultas» e têm dificuldades com a compra de passes ou senhas, por exemplo.
Reconhecendo a importância deste projeto, Valter Santos quer, para já, «conhecer melhor em que moldes funcionará e de que modo a junta poderá envolver-se e dar o seu contributo», o que deverá acontecer na reunião marcada para este mês.
Também João Pimenta, presidente da União de Freguesias de S. Martinho de Árvore e Lamarosa, se mostra «bastante satisfeito» com esta decisão da autarquia, em particular por estas duas freguesias que são, com sublinha, aquelas «que têm maior dificuldade em termos de transporte», ainda para mais quando, como sublinha o autarca, se trata de uma população «muito envelhecida» e, com dificuldade em se deslocar por meios próprios para o centro da cidade, por exemplo, quando precisa de ir a uma consulta. João Pimenta sublinhou o exemplo de Vale de Rosas, que neste momento não é servido por transportes e onde moram «duas pessoas invisuais».
Presidentes de junta confirmam que tendo em conta as lacunas, este projeto pode ser uma grande ajuda
Admitida integração dos transportes públicos na CIM desde que funcionários mantenham vínculo ao Município
Ana Abrunhosa admite que o serviço de transportes públicos municipais possa vir a estar integrado na Região Metropolitana de Coimbra, mas garante que o processo avançará desde que os funcionários dos SMTUC mantenham o vínculo ao município.
Em declarações ao Diário de Coimbra a presidente da Câmara Municipal de Coimbra diz que está ainda em estudo o futuro dos SMTUC, «com vários cenários» e que este poderá ainda passar pela criação de uma empresa municipal. De qualquer das formas, a autarca garante que terá de ficar sempre garantido o vínculo ao município.
Ana Abrunhosa sublinha que, tendo em conta o sistema do metrobus, as linhas dos SMTUC estão a sofrer «grandes transformações» que é preciso consolidar, no entanto admite a expectativa de poder ter uma solução definitiva quanto ao futuro até ao verão.











