
Inovação e indústria em destaque até sexta-feira
A II Semana da Indústria teve início ontem e vai estar a decorrer até sexta-feira. Assim, durante quatro dias, o evento dinamizado pela Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) e pela Incubadora Mar&Indústria vai reunir empresas, instituições e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades que marcam o setor industrial. Esta iniciativa «nasceu da convicção de que o futuro do nosso território passa, inevitavelmente, pela valorização da indústria, da inovação e da capacidade das nossas empresas se adaptarem a um contexto económico que está em permanente transformação», explicou Vitória Abreu, presidente da ACIFF, na sessão de abertura, que se realizou ontem à tarde no auditório da Incubadora.
De acordo com a responsável, em causa está um tecido empresarial com «competências instaladas, conhecimento técnico, capacidade produtiva e potencial de crescimento», só que enfrenta «desafios muitos exigentes», tais como adaptação às novas regras ambientais, necessidade de inovação contínua, escassez de talento e ter capacidade de reter esse mesmo talento dada a dimensão das empresas. «É precisamente neste contexto que iniciativas como esta ganham muita importância. A Semana da Indústria quer afirmar a Figueira da Foz como um território competitivo e preparado para os desafios do futuro da indústria, promovendo a partilha de conhecimento, a aproximação entre empresas, o fortalecimento das relações dentro do nosso ecossistema empresarial», sustentou Vitória Abreu.
Iniciativa começou ontem e contou com uma forte adesão por parte do tecido empresarial
«Acreditamos no potencial do nosso território, acreditamos na capacidade das nossas empresas e acreditamos que é através do conhecimento, da inovação e da colaboração que conseguimos construir uma indústria mais forte, mais sustentável e mais competitiva», frisou a presidente da ACIFF. Por seu turno, José Duarte Pereira, presidente da Assembleia Municipal da Figueira da Foz, que marcou presença na sessão de abertura, enalteceu a realização da II Semana da Indústria. «É bom que estes eventos aconteçam para realçar o vosso amor e paixão a esta terra e àquilo que fazem», afirmou.
Refira-se que ontem, primeiro dia do evento, foi dedicado ao tema “ESG na Indústria - A caminho de um futuro mais sustentável”. Já hoje, a partir das 10h00, é levada a efeito uma visita às instalações da Atlanticeagle Shipbuilding, com o objetivo de reforçar a proximidade entre empresas, promover o networking e incentivar a partilha de boas práticas no contexto industrial. Entretanto, amanhã, pelas 15h00, o programa integra uma sessão de capacitação em “Liderança Positiva”, conduzida por Arménio Rego, professor catedrático da Católica Porto Business School e especialista na área da gestão de pessoas.
Por fim, na sexta-feira, realiza-se o seminário “Acelerando o Futuro: Inovação e a Transformação Digital na Performance Industrial”, dedicado ao impacto da inovação tecnológica e da digitalização nos processos produtivos, com destaque para o setor automóvel. Entre os oradores estão Elísio Oliveira, da Star Institute, Ana Luísa Lopes, da Streak - Engenharia em Automação, Carlos Gonçalves, da Progrow, Luís Mendes, da Meight, e Gil Sousa, da ESI Robotics.
Figueira tem “forte base industrial”
A indústria continua a assumir um “papel estruturante” na economia da Figueira da Foz. Quem o garantiu foi Vitória Abreu, presidente da ACIFF, justificando-o com os dados do documento de caracterização da base produtiva empresarial da cidade, desenvolvido no âmbito do observatório da associação. De acordo com a responsável, a Figueira da Foz representa 13% do total de empresas da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra. Além disso, o concelho é responsável por 23% do volume de negócios e por 28,5% das exportações na região, assim como assegura 18% total dos trabalhadores deste território. «O concelho revela assim uma forte base industrial com o setor secundário, que hoje aqui tratamos, a representar 54% do valor acrescentado bruto local», evidenciou Vitória Abreu, salientando que o relatório espelha «a relevância do setor industrial do concelho no panorama económico» da CIM.










