
Mealhada quer ficar na proteção civil de Coimbra
Os deputados da Assembleia Municipal da Mealhada aprovaram, por unanimidade, uma moção em que rejeitam que a Proteção Civil no concelho da Mealhada passe para coordenação distrital, pretendendo manter-se sob tutela da Região de Coimbra, defendendo que «funciona muito bem» e que, desde 2023, «foram feitos muitos investimentos por parte da Comunidade Intermunicipal».
Tendo por base a nova lei orgânica da proteção civil, que poderá entrar em vigência no final de 2026, prevê-se um regresso aos distritos na organização dos dispositivos da proteção civil, situação que tem preocupado o município da Mealhada, que pertence ao distrito de Aveiro, mas que está integrado na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, onde, no que toca a esta matéria, pretende permanecer nesta sub-região.
«O modelo na sub-região de Coimbra tem funcionado muito bem, até do ponto de vista dos investimentos e da organização dos meios no terreno», defendeu Nuno Canilho, deputado eleito pelas listas do PS e presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Mealhada. O deputado municipal exemplificou que «ainda há poucas semanas a CIM adquiriu uma autobomba grande, que está alocada na corporação da Pampilhosa (Mealhada), mas que se for preciso para cheias em Soure, depressa se chega ao local. Isto é ter os meios ao serviço das populações no que toca à proximidade». «Com esta moção deixamos a mensagem política de que somos contra, contudo, se esta medida não for estancada, o que pedimos é que se dê um tratamento de exceção a estes territórios de fronteira. Não há nada que justifique regredirmos», declarou.
António Jorge Franco, presidente da Câmara da Mealhada, congratulou o facto de «a moção ter sido assinada por todos os deputados» . «Andamos à frente de muitas regiões de todo o país. Em três anos houve coordenação eficiente, treinos e preparação. Não faz sentido voltar para trás e os presidentes de Câmara da região de Coimbra estão todos muito unidos nisto», declarou António Jorge Franco.
O edil lamentou o facto de «a lei já ter sido aprovada», contudo, «ainda não foi publicada». «O senhor secretário de Estado diz que a Proteção Civil tem que ser vista a nível nacional, mas o que é certo é que se há investimento nas corporações é porque os Municípios apoiam. A administração central investe muito pouco nesta área», rematou.












