
Peregrino morre colhido pelo Alfa na passagem de nível do Loreto
Um peregrino de 66 anos morreu ontem ao início da tarde, na passagem de nível do Loreto, na sequência de um atropelamento ferroviário. Por razões que, para já, são desconhecidas o homem atravessou a via quando passava o alfa pendular em direção a Lisboa, na Linha do Norte. Acabou por ser projetado pela força da composição, ficando o corpo da vítima nas proximidades.
Ao que foi possível apurar, o grupo vinha em peregrinação do norte do país rumo a Fátima, e era composto por cerca de 60 pessoas. Entre elas estava o genro da vítima que assistiu ao trágico acidente.
De acordo com populares que estiveram no local, e que ali passaram no momento do fatídico acidente, alguns peregrinos aperceberam-se que vinha o comboio e ainda terão chamado a vítima, mas de nada serviu. Sem nada poderem fazer, assistiram ao acidente. Segundo duas mulheres, o grupo tinha parado nas imediações do acidente para degustar uma refeição e preparava-se para retomar viagem, após um período de descanso.
«Ainda gritaram mas de nada serviu», contaram ao jornalistas as duas testemunhas, ainda mal refeitas do momento que tinham vivido.
O atropelamento ferroviário aconteceu por volta das 14h15, na passagem de nível do Loreto, junto à fábrica da Plural, tendo levado à suspensão da circulação na Linha do Norte, até às 15h55, quando circulou um comboio de mercadorias. A linha esteve cortada, de acordo com a Comboios de Portugal (CP) para averiguações por parte das autoridades.
Devido ao acidente, e sendo um caminho muito utilizado por peregrinos - há ali uma placa indicativa de Fátima para quem circula a pé - vários grupos de peregrinos foram surpreendidos com o fecho da via mas, acima de tudo, com o que tinha sucedido a um “companheiro” de viagem. Lamentando o sucedido, seguiram a caminhada tendo alguns garantido que a vítima mortal também seguia nas orações.
O grupo, constituído por amigos e familiares de diversas localidades da zona norte do país, nomeadamente Santo Tirso e Póvoa do Varzim, seguiu para uma unidade hoteleira onde ia ficar instalado, estando os serviços do INEM (equipa de psicólogos) e de proteção civil municipal a acompanhar todos os elementos do grupo. Grupo esse que, após o acidente, foi encaminhado para local seguro e a receber acompanhamento psicológico. Paulo Palrilha, comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, adiantou aos jornalistas que não era possível confirmar se as cancelas estavam fechadas quando ocorreu o acidente e que a PSP esteve no local a recolher indícios que permitam apurar o que sucedeu.
No local intervieram elementos dos Bombeiros Sapadores e Voluntários de Coimbra, equipas do INEM e a PSP de Coimbra.













