
Café Santa Cruz em festa dos 103 anos
Em dia de aniversário do Café Santa Cruz, nada melhor do que reunir amigos, clientes e parceiros de longa data para celebrar o 103.º aniversário que ficou marcado pela edição de um carimbo comemorativo da data que «vai perpetuar o nome do Café de Santa Cruz». Mas também vai levar «o Café» bem mais longe, além de poder surpreender amigos e familiares com um bilhete postal, carimbado e manuscrito, em que se partilham memórias e experiências. E para assinalar esse momento, nada melhor do que uma cerimónia que contou com a presença dos sócios-gerentes do Café de Santa Cruz, José Cruz, Paulo Gonçalves e Vítor Sá Marques, e o representante dos CTT, Raul Moreira, que, depois de fazer uma breve resenha sobre a história do bilhete postal e do selo, anunciou que a seguir a esta parceria com os cafés históricos, os CTT pretendem «perpetuar a memória» dos Cineteatros notáveis do país. Mas, para “selar” com chave de ouro esta parceria com o Café Santa Cruz, Raul Moreira trouxe o «carimbo», com cabo de prata, com o qual todos assinaram o postal que contou ainda com a assinatura especial da mãe de Vítor Sá Marques, Maria Luísa.
Vítor Sá Marques agradeceu, mais uma vez, a estreita parceria com os CTT, que já tem muitos anos, e se saldou no lançamento de um livro, a emissão de vários selos e bilhetes postais, destacando o primeiro que, simbolicamente, tinha a pomba branca (inspirada numa outra pomba do vitral do Café), que metaforicamente simboliza «uma comunicação privilegiada», lembrando que o Café Santa Cruz é muito mais do que um café: «É um espaço de pessoas e de amizades, em que os colaboradores são o rosto do Santa Cruz no dia-a-dia e sem os quais não há continuidade».
Mas as comemorações dos 103 anos do Café Santa Cruz prolongaram-se pela tarde dentro, com a inauguração da exposição da 2.ª série de cinco quadros d´A Brasileira do Chiado, cujos autores - António Faria, Rui Braz, Filipe Amaral, Margarida Botelho e Martim Vilhena - também estiveram presentes e tiveram oportunidade de falar das suas obras, que ficarão agora expostas no antigo Altar Mor da Igreja de S. João de Santa Cruz, até final de maio. A propósito, Vitor Sá Marques adiantou que, em junho, o mesmo espaço recebe uma Exposição sobre as Rotas dos Cafés Históricos. Seguiu-se depois uma conversa sobre cafés históricos, em que representantes de alguns dos Cafés Históricos de Portugal (Café Ceuta, Porto, Peter Café Sport, Horta – Ilha do Faial e o Café Calcinha de Loulé, contaram algumas histórias sobre cada um dos espaços.
As celebrações, que contaram ainda com a presença do Ricardo Lino, em representação da Câmara Municipal de Coimbra, encerraram com um momento de fado de Coimbra.












