
É de escolas como o ISEC que saem soluções para um mundo em mudança
Mais do que 105 anos, o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) celebrou ontem as pessoas que ensinaram, aprenderam e trabalharam na instituição de ensino superior. Mas também os parceiros e «todos que lhe dão vida e futuro a esta casa», sublinhou Nuno Cid Martins, com o presidente do ISEC a assumir a ambição e a vontade de construção de mais respostas para o ensino e para a sociedade.
No mesmo sentido foram as palavras de Cândida Malça, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra, ao notar que «celebrar a data é reconhecer um percurso de dedicação, de competência e compromisso com uma formação de qualidade». É «honrar o passado e valorizar o presente e, sobretudo, afirmar a confiança no futuro», acrescentou, antes de frisar «o papel absolutamente fundamental e central» que as escolas de engenharia têm hoje na sociedade.
Dirigindo-se «com orgulho» à comunidade académica do ISEC, que também é a sua, Cândida Malça lembrou o tempo de profundas transformações tecnológicas, sociais e ambientais, para acentuar que é em espaços de conhecimento e inovação, como o ISEC, «que se formam os profissionais capazes de responder» aos atuais desafios. «Preparar engenheiros não é apenas transmitir conhecimento técnico, é formar cidadãos críticos, criativos e responsáveis (…), aptos a construir soluções para um mundo em constante mudança», referiu.
A presidente do Politécnico deixaria ao ISEC uma mensagem de motivação e de esperança, reconhecendo a sua «competência, experiência e sentido de missão para se adaptar e continuar a afirmar-se como uma referência» no ensino de engenharia. Continuem «a fazer bem aquilo que realmente fazem bem e tenham a ambição de melhorar continuamente», disse, ao exortar à aposta na investigação, reforço de parcerias com empresas e instituições e aprofundamento da ligação ao mercado de trabalho. «Promovam estágios, experiências práticas e projetos que dotem os nossos estudantes de competências diferenciadoras», incentivou, com a certeza de que «o mundo precisa de engenheiros preparados, inovadores e comprometidos».
Na sessão solene, André Silva, presidente da Associação de Estudantes do ISEC, desejou que cada aluno faça parte da aventura ISEC, e exaltou o espírito de «transformar o abstrato em algo concreto, a teoria em solução e a dúvida em conhecimento».
Com vários momentos altos, o Dia do ISEC incluiu distinções a docentes aposentadas (Maria Emília Bigotte de Almeida e Maria do Céu Amorim Faulhaber) e entrega de prémios. Foi ainda hasteada a bandeira EcoCAMPUS, que simboliza o compromisso da instituição com a sustentabilidade.
Fusão exige reflexão antes de decisões
A presidente do IPC aflorou, no discurso, «o momento exigente para o ensino superior», dando o exemplo do «enquadramento legal de graus e diplomas, a lei da ciência e decisões recentes sobre a criação de novas universidades», a que acresce «o debate público em torno de possíveis reorganizações e fusões institucionais».
«É um tempo de incerteza», mas também de reflexão perante o «muito ruído e alguma pressão, muitas vezes assente em perspetivas individuais», pouco sustentadas numa visão coletiva. afirmou.
Neste contexto, considerou importante reafirmar o princípio essencial da «responsabilidade institucional». Isso significa, especificou, saber esperar «pelo quadro legal adequado antes de posições formais». «É um exercício de prudência, não de inação», sustentou.











