
Associação das Coletividades distinguiu “ouro” da casa
Numa sessão solene marcada pela emoção e pelo reconhecimento, a Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz (ACCFF) celebrou um quarto de século de história. A cerimónia, com vários momentos musicais a cargo da Filarmónica Quiaense e que teve lugar na sede do Grupo Instrução e Sport, em Buarcos, na noite de terça-feira, serviu de palco não só para se fazer o balanço de 25 anos de dedicação ao serviço das populações, mas sobretudo para homenagear aqueles que são os pilares destas instituições. Assim, o momento alto das comemorações foi a atribuição do Prémio Valor e Mérito Associativo 2026.
Este galardão, criado para distinguir o percurso e o sacrifício pessoal em prol do bem comum, foi entregue a duas figuras incontornáveis do panorama local: António Rafael e Fernando Gonçalves. O primeiro, atual presidente da direção da ACCFF, viu reconhecido o seu longo percurso na liderança da estrutura e a sua capacidade de agregar vontades num período de grandes desafios para o setor, sendo uma voz ativa na defesa do movimento associativo. Já o segundo é uma figura central no associativismo das Alhadas, sendo reconhecido pela sua dedicação de longa data à Sociedade Boa União Alhadense, como presidente há mais de três décadas e como músico há 52 anos. «É verdade que este ano os prémios saíram à casa. Mas são 25 anos e não os homenagear nesta data seria uma tremenda injustiça», justificou Ricardo Santos, um dos vice-presidentes da direção da ACCFF.
Refira-se que a cerimónia incluiu ainda a tomada de posse dos órgãos sociais para o próximo mandato, reforçando o compromisso da Associação das Coletividades em renovar-se e continuar a ser o principal elo de ligação entre as mais de 200 associações do concelho e o poder autárquico. António Rafael, do Grupo Recreativo Vilaverdense, encabeçava a única lista a votação e foi reeleito como presidente da direção. Já a nova presidente da Assembleia Geral é Rosa Campos, do Grupo Coral David de Sousa, que sucede a Miguel Pereira.
Nas palavras da direção, estes 25 anos representam mais do que uma data no calendário, pois são o testemunho da «resiliência» das gentes da Figueira, que mantêm o associativismo «vivo e dinâmico», apesar dos «tempos exigentes e desafiantes».
Olga Brás, que já liderou a direção da ACCFF, reconheceu que os tempos atuais são marcados pela «rapidez e afastamento constante» e é por isso que o movimento associativo «tem que se reinventar, sem perder a sua essência», já que as coletividades «são a expressão mais nobre de cidadania». A vice-presidente da Câmara Municipal aproveitou a ocasião para desejar «o maior sucesso» ao novo coletivo, incentivando a que este quarto de século «seja um novo ponto de partida» para a Associação das Coletividades.
«Esta associação não deixa ninguém para trás», evidenciou, por sua vez, Manuel Domingues, destacando o trabalho da ACCFF como sendo exemplar e fazendo votos de «muita força e resiliência» para esta nova equipa. O vereador com o pelouro das Coletividades referiu ainda que o Município da Figueira da Foz está «disponível para conversar e para apoiar» o movimento associativo, «dentro das suas possibilidades».










