
AAC desafia alunos a propor resolução de problemas urbanos
Os estudantes da Universidade de Coimbra têm, até 6 de junho, voz autorizada para poder mudar a cidade com a apresentação de soluções para minimizar os problemas da habitação e mobilidade, entre outros.
O primeiro passo é conhecer o regulamento do projeto “Spark: Bright Ideas, Brilliant Minds”, que convida os estudantes a identificar os problemas da cidade, «olhar para eles com um espírito crítico» e apresentar uma proposta de solução.
O “Spark” foi ontem apresentado na Estufa do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, «local emblemático» e ideal para acolher o lançamento da iniciativa que pretende ser também «a semente para a mudança», como referiu Filipa Silva, coordenadora do Pelouro da direção da AAC de Ligação à Cidade e ao Antigo Estudante.
Na apresentação do projeto, José Machado, presidente da direção geral da AAC, exortou os seus pares a participarem, já que «são os jovens, com a sua irreverência e a massa crítica, os motores da mudança» que «é urgente, numa sociedade que enfrenta grandes desafios».
De resto, o envolvimento dos vários parceiros e a esperada adesão por parte dos estudantes «é também um sinal da vivacidade da sociedade, que se une para pensar em soluções que, por certo, contribuirão para a justiça e coesão social».
Já João Nuno Calvão da Silva, em representação da Universidade de Coimbra, felicitou a iniciativa, que revela o espírito crítico dos jovens e a sua preocupação com os problemas da cidade em particular, e da sociedade em geral. O vice-reitor considerou ainda que a escolha dos problemas de habitação e mobilidade, «que são estruturais e não exclusivos da cidade de Coimbra», foi uma boa escolha. Sobretudo porque são «vitais para o desenvolvimento das sociedades e, quando, não respondem às necessidades das populações, «minam o modelo democrático, na medida em que a democracia não está a honrar a igualdade de oportunidades». De resto, sendo do senso comum que esta iniciativa não vai resolver tudo, «cada um de nós tem de fazer a sua parte e esta iniciativa é um sinal de que os jovens querem mudar o paradigma».
O projeto conta com o apoio da Universidade de Coimbra, através da Casa da Lusofonia e da Comissão Organizadora da Queima das Fitas.
O concurso está aberto e os alunos têm 30 dias para apresentar os projetos que depois serão avaliados, com os promotores a poderem ter acompanhamento para aprimorar a proposta e a sua viabilidade, para que depois possam ser avaliados em definitivo, de modo a selecionar o vencedor. Entre os critérios, destaca-se o impacto direto da ideia, a sua exequibilidade, a sustentabilidade e a inovação. O regulamento estará disponível na página da Associação Académica de Coimbra e nas redes sociais.










