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Trabalhadores do INEM com “profunda preocupação” sobre transporte pediátrico entre hospitais

Fonte do INEM adiantou à Lusa que não há alteração ao funcionamento das ambulâncias equipadas com material específico, como incubadoras e ventiladores pediátricos.

A Comissão de Trabalhadores do INEM manifestou hoje a “profunda preocupação” sobre as novas regras de transporte de doentes críticos entre hospitais, alegando que resultam no “desaparecimento” das ambulâncias pediátricas, o que o instituto já desmentiu.

“Até ao momento, existia um meio dedicado, diferenciado e especializado para o transporte inter-hospitalar de doentes críticos, incluindo crianças em estado grave. Com esta alteração, deixa de estar claro quem assegura esse tipo de transporte, com que meios, com que equipas e com que nível de diferenciação técnica”, alertou a comissão de trabalhadores em comunicado.

Em causa está um despacho hoje publicado em Diário da República, que define o novo modelo de transporte dos doentes críticos urgentes entre hospitais, e que revogou um outro de 2013 que tinha criado as ambulâncias de transporte inter-hospitalar pediátrico (TIP).

Fonte do INEM adiantou à Lusa que não há alteração ao funcionamento das ambulâncias equipadas com material específico, como incubadoras e ventiladores pediátricos, que vão continuar a operar no âmbito do sistema integrado de emergência médica (SIEM).

Segundo a mesma fonte, está em fase de publicação em Diário da República um despacho autónomo que regulamenta especificamente o transporte inter-hospitalar pediátrico, que foi remetido para publicação na mesma data do de hoje, “assegurando desta forma o enquadramento normativo próprio desta resposta altamente diferenciada”.

Para a Comissão de Trabalhadores do INEM, a revogação do enquadramento das ambulâncias de transporte inter-hospitalar pediátrico e neonatal “levanta uma questão crítica”, alegando que este meio deixa de poder operar de imediato por ausência de base legal.

“Recordamos que a extinção de meios e qualquer medida que coloque em causa o funcionamento operacional ou os postos de trabalho constituem linhas vermelhas, assumidas como consensuais entre a Comissão de Trabalhadores e o Conselho Diretivo” do INEM, salientou o comunicando, avançando que essas “linhas foram agora ultrapassadas”.

Os trabalhadores do INEM referem ainda que o despacho publicado apresenta pontos que “exigem esclarecimento”, uma vez que prevê que o instituto passa a “coordenar” as equipas da rede hospitalar do Serviço Nacional de Saúde, o que “suscita dúvidas quanto ao respeito pela autonomia das unidades locais de saúde”.

“Não fica claro se estes transportes passam a ser assegurados por meios de Suporte Básico de Vida e ou de Suporte Imediato de Vida (SIV), o que representaria uma desqualificação da resposta”, refere o comunicado.

Maio 5, 2026 . 22:34

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