
Tertúlia em Arzila sobre “Ontologias Sonoras”
O Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila vai levar a efeito na sua sede no próximo dia 9, sábado, pelas 15h00, a tertúlia “Ontologias Sonoras”, integrada nas Jornadas Culturais da União de Freguesias de Taveiro, Ameal e Arzila.
O programa consta de três comunicações centrais, designadamente por Hélder Bruno Martins (“Uma Música, Mil Memórias” – Música, comunidade e memória na construção da identidade coletiva), Jaime Gouveia (“Raízes que unem. O papel dos folcloristas na coesão territorial”) e padre António Morais (“Tradição da Cultura Popular Portuguesa”).
«Os oradores convidados distinguem-se pelo seu percurso académico, científico, pastoral e cultural, trazendo ao público perspetivas complementares sobre o papel da música e das tradições na preservação da memória coletiva e na construção das comunidades», refere a organização do encontro, que pretende afirmar-se como «um espaço de reflexão, partilha e valorização da cultura popular portuguesa, reunindo convidados de reconhecido mérito académico e cultural para debater temas ligados à música, à memória, à identidade coletiva e ao património imaterial».
Após a tertúlia será exibido na Igreja Paroquial de Arzila o filme “Roteiro da Memória” (de 2021), obra da produtora Black Koncept que contou com o Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila como base de elenco e argumento, recriando práticas, cantares, rituais e vivências da comunidade local, num testemunho cinematográfico sobre a importância da preservação do património imaterial.
O programa prossegue à noite, pelas 21h30, com um concerto da Banda Futrica, grupo conimbricense fundado em 2006, reconhecido pela revisitação da música de raiz popular portuguesa, adiantam os promotores, esclarecendo que a participação nas atividades é gratuita, mediante inscrição obrigatória através de formulário próprio, estando igualmente disponível a possibilidade de participação num jantar convívio, mediante o valor de 10 euros por pessoa, opção que deve ser assinalada no momento da inscrição.
Com esta iniciativa, o Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila diz reforçar o seu «compromisso com a salvaguarda, promoção e renovação da cultura tradicional portuguesa, criando pontes entre investigação, comunidade e património vivo».











