Concorrência e Economia
A concorrência representa um princípio básico de qualquer economia de mercado, mas no caso português conseguiu-se o extraordinário feito de haver simultaneamente erros na boa e na má concorrência, sem que os decisores políticos se apercebam do facto e, menos ainda, tentem corrigir as duas anomalias:
(primeira anomalia) as grandes empresas dos sectores das telecomunicações, da energia e dos transportes, onde a concorrência seria essencial para o bom funcionamento da economia e de serviço aos cidadãos, são empresas protegidas pelo Estado através de regras de fidelização forçada e vivem bem em grande sintonia e com preços geralmente superiores aos preços internacionais, além de pior serviços;
(segunda anomalia) por sua vez, as pequenas e microempresas, portuguesas, que na sua esmagadora maioria são comerciais, sobrevivem no mercado interno em regime de autoexploração, com níveis de concorrência absurdamente elevados, sem que o Estado se dê conta disso.
Ou seja, num e noutro caso, a economia portuguesa sofre estas duas anomalias graves, em que apenas o sector exportador vive em regime de concorrência plena, sabendo-se, todavia, que as exportações nacionais são as mais baixas de entre todos os países europeus da nossa dimensão.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:








