
Anozero promove Fórum de Arte e Educação sobre pedagogia desobediente
Escolas: desobedecer a quê?” é o ponto de partida para um Fórum de Arte e Educação, promovido pelo Anozero’29 - Bienal de Coimbra, que se realiza no próximo sábado, dia 9, entre as 9h30 e as 18h30, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e que pretende ser «um espaço de reflexão crítica sobre práticas educativas contemporâneas».
Este fórum «surge como uma provocação que convoca a ideia de uma pedagogia desobediente, aberta e em movimento, lançando pistas e interrogações para o debate», avança o Anozero, em comunicado, adiantando que a proposta é criar «práticas de mediação capazes de tecer relações horizontais e coletivas, fomentando projetos comunitários, formas de convivência criativa em ambientes colaborativos e modos de aprendizagem afetivos, livres e profundamente dialogantes».
Organizado no âmbito da Bienal Anozero, e em articulação com o Plano Nacional das Artes, o Fórum reúne investigadores, professores, artistas e mediadores para «discutir o papel da educação enquanto campo aberto, experimental e transformador».
«A partir da noção de pedagogia desobediente, relacional e em constante transformação, convocam-se práticas que promovem relações horizontais, projetos colaborativos e formas de aprendizagem mais participativas», explica a organização do evento.
Carlos Antunes, diretor do Anozero – Bienal de Coimbra, e de Paulo Pires do Vale, comissário do Plano Nacional das Artes, participarão na sessão de abertura do evento.
Ao longo do dia, o programa inclui conferências, apresentações de projetos escolares, debates e momentos de partilha.
A organização coloca em destaque neste fórum a conferência “Pedagogia desobediente”, por Fernando Hernández-Hernández, professor emérito da Universidade de Barcelona.
Para Fernando Hernández-Hernández, importa questionar o sentido de debater a desobediência na educação escolar numa época em que, como afirma Franco “Bifo” Berardi, «a razão é substituída pela força, a justiça social é desprezada como uma intrusão aberrante na liberdade individual e a ferocidade da competição substitui a lei».
Neste contexto, a pedagogia da desobediência constitui um convite a não prefigurar o aluno, o professor e o saber, a questionar a ordem estabelecida e a imaginar outros mundos possíveis. Serão ainda abordadas experiências concretas de mediação em contexto escolar, residências artísticas e as relações entre território, comunidade e educação.
A comissão organizadora integra António Cerdeira (PNA), Carolina Coelho (Universidade de Coimbra, CEIS20, FPCEUC), Jorge Cabrera (Anozero) e Maria Jorge Ferro (Universidade de Coimbra, FPCEUC).










