
Projeto coloca jovens a vigiar áreas protegidas da região Centro
“O terreno é a tua rede social. Entra em modo vigilante”. Este foi o mote que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) escolheu para lançar o seu mais recente projeto, que dá pelo nome de Vigilante da Natureza Pioneiro, e que foi ontem apresentado na Mata Nacional do Choupal.
Este programa, que colocou no terreno as suas primeiras quatro equipas (com jovens oriundos de Coimbra, Arganil e Carregal do Sal), tem como objetivo mobilizar crianças e adolescentes entre os 10 e os 16 anos para uma participação ativa na conservação da natureza e florestas.
Numa fase inicial, este projeto decorrerá na zona Centro de Portugal, mas com a grande aceitação que o mesmo está a ter – já se encontram inscritas sete equipas – é ambição do ICNF «alargá-lo a todo o território nacional», afirmou Nuno Fernandes, Vigilante da Natureza do ICNF.
Com esta iniciativa, assume o profissional, pretende-se «capacitar a população juvenil para uma atitude diferenciadora e interveniente, proporcionando várias experiências com supervisão de Vigilantes da Natureza no desempenho de funções de monitorização de fauna e flora, vigilância preventiva e sensibilização ambiental». Um dos elementos diferenciadores, sublinha, «será o uso de uma aplicação móvel desenvolvida pelo ICNF para registo de informação e apoio às atividades».
Para Nuno Banza, os Vigilantes da Natureza são a «face mais visível da proteção e conservação da natureza», tendo como principais funções a «fiscalização, vigilância mas também a sensibilização» para a proteção do meio ambiente. Com estes profissionais no terreno, aos quais se acresce, agora, o jovem vigilante pioneiro, revela o presidente do ICNF, «o território fica mais protegido e o ICNF com uma maior capacidade de intervenção».
Já há sete equipas inscritas no projeto
A cerimónia contou com a presença do secretário de Estado do Ambiente, com João Manuel Esteves a afirmar que o «passo dado pelos jovens», em iniciar esta “nova aventura”, «merece respeito e admiração». «O futuro da natureza faz-se com pessoas no terreno, compromisso e envolvimento», destacou o governante, considerando que o «futuro do projeto está nas mãos destes primeiros grupos» de Vigilante da Natureza Pioneiro. João Manuel Esteves anunciou ainda que o Governo está envolvido «num processo negocial» para «estruturar a carreira de Vigilante da Natureza».
A presidente da Câmara Municipal de Coimbra declarou, na sua intervenção, que este projeto «reforça a vigilância e o cuidado de um património natural e um espaço identitário da cidade», referindo-se à Mata Nacional do Choupal.
«Um lugar de fruição, de contacto com a natureza, prática desportiva mas igualmente um ecossistema que necessita de ser defendido», precisou Ana Abrunhosa.
A “carreira” de Vigilante da Natureza Pioneiro desenvolve-se ao longo de cinco anos, organizada nas categorias de Explorador (primeiro ano), Guardião (segundo e terceiro anos) e Mestre Pioneiro (quarto e quinto anos de participação no projeto).












