
Sete equipas integram a fase inicial do projeto que decorre na região Centro
Sete equipas, compostas por 21 participantes, integram a fase inicial do projeto “Vigilante da Natureza Pioneiro”, que decorre na região Centro, mas que deverá ser alargado a todo o país.
“Pretende-se com este projeto “Vigilante da Natureza Pioneiro” formar e mobilizar os jovens, capacitando-os para assumir uma atitude diferenciadora de vigilância preventiva dos territórios, com especial relevância para o sistema nacional de áreas classificadas e também para as matas nacionais”, afirmou Nuno Fernandes, vigilante e um dos coordenadores do projeto.
A iniciativa de educação e sensibilização ambiental é direcionada a jovens dos 10 aos 16 anos, que irão atuar em equipas de três a cinco elementos, em áreas por si escolhidas.
Na apresentação do projeto, Nuno Fernandes referiu que estão já formadas sete equipas nos municípios de Coimbra, Carregal do Sal e Arganil, com um total de 21 elementos, no âmbito do projeto que irá decorrer na zona Centro, mas que “será alargado a todo o território nacional”.
Cada equipa terá um vigilante da natureza responsável, funcionando como um tutor, prevendo-se a realização de 12 atividades por ano, adaptadas ao território.
O presidente do ICNF, Nuno Banza, destacou o trabalho desenvolvido pelos vigilantes da natureza, mas considerou que é preciso “que a conservação da natureza e os objetivos de preservação da biodiversidade sejam apropriados por todos”, bem como envolver os jovens.
“Este projeto não é mais do que o compromisso que o Instituto, os seus trabalhadores e o Estado têm em contagiar positivamente a comunidade, em trazer para o território, para os sistemas administrativos e mais formais, as crianças e os jovens, que, com isso, estarão mais disponíveis e mais motivados para funcionarem, para decidirem, para apoiarem as estratégias de conservação da biodiversidade que precisamos”, afirmou.
O secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, dirigindo-se aos novos vigilantes, afirmou que o passo por eles dado “merece respeito e reconhecimento”, mas implica também responsabilidade.
“Está nas vossas mãos o sucesso deste programa. Quanto mais vocês conseguirem fazer, melhor nós vamos fazer, mais fácil será passar para outros territórios, mas também é muito importante, porque nós no Ministério do Ambiente e da Energia precisamos de todos”, disse.
A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, sublinhou o papel dos vigilantes da natureza e defendeu que o projeto agora lançado simboliza o “compromisso com uma vigilância mais próxima, mais informada e mais eficaz”.
O presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, considerou que o envolvimento dos mais jovens na ligação ao mundo da floresta, às áreas protegidas e matas nacionais “vai fazer escola”.
Para o presidente do Município de Carregal do Sal, Paulo Catalino Ferraz, os jovens são o parceiro mais eficaz para tratar da sensibilização ambiental, esperando que este “processo dê frutos” e que, na prática, se consiga “fazer alguma coisa”.
No entender do diretor regional da Conservação da Natureza e Florestas do Centro, Paulo Farinha Luís, os jovens que participam na iniciativa são “agentes de mudança”, mas também “células de cidadania ativa”, assumindo como objetivo crescer em número de equipas, em território abrangido e na capacidade de mobilizar e envolver os jovens e a comunidade.











