
RC Lousã sagra-se campeão
Depois de há duas semanas ter garantido a subida de divisão, o RC Lousã sagrou-se campeão nacional da 1.ª Divisão após derrotar ontem o Direito B por 28-26, na final da competição disputada nas Caldas da Rainha. Numa partida de emoções fortes, a turma beirã conseguiu levar a melhor sobre o adversário, mesmo jogando grande parte da partida com menos um homem em campo.
A equipa lousanense entrou na final com a determinação de quem queria comandar o jogo desde o primeiro minuto. Aos 10', Tomás Batista abriu o marcador com um pontapé de penalidade, dando o tom da exibição que viria a fazer ao longo dos 80 minutos. Dez minutos depois, num lance de leitura apurada, Afonso Calçada recuperou um chuto à frente, libertou para Hager e este devolveu rápido a Guilherme Costa, que apoiou para o primeiro ensaio do encontro. Batista converteu e os beirões saltaram para um confortável 10-0.
O Direito reagiu aos 26', com um ensaio convertido que reabriu o jogo. Mas a indisciplina dos lisboetas junto à própria área acabou por sair-lhes cara: Tomás Batista voltou a marcar de penalidade aos 32' e ainda outra vez aos 40', fechando os primeiros 40 minutos com o Lousã a vencer por 16-7.
Segunda parte arrasadora…
até aos 64 minutos
O regresso dos balneários trouxe um Lousã ainda mais incisivo. Logo aos 42', Alfie North apoiou o terceiro ensaio do conjunto beirão, na sequência de uma jogada de grande qualidade construída pela linha avançada com Guilherme em destaque. Treze minutos depois, Manuel Tharquinn rematou outra ação de paciência, em três fases bem encadeadas com origem num scrum ao meio-campo, e levou o marcador para um aparentemente tranquilo 28-7.
O jogo parecia decidido. Não estava.
Reação heróica do Direito
Empurrado pelo orgulho e por uma defesa do Lousã que começava a dar sinais de cansaço, o Direito construiu uma das reações mais notáveis vistas numa final do CN1 nos últimos anos. Aos 64', novo ensaio convertido reduziu para 28-14. Apenas três minutos depois, voltaram a furar a defesa beirã e a converter: 28-21, com mais de dez minutos por jogar.
Já dentro do tempo de compensação, com o Lousã encostado à própria linha, o Direito conseguiu mesmo o quarto ensaio do encontro, deixando a conversão como derradeiro veredicto da final. O pontapé saiu ao lado dos postes — e o Lousã suspirou.
Ao serviço do Lousã, Manuel Tharquinn e Ayrton Acevedo foram apontados como os melhores em campo do conjunto beirão, decisivos no controlo da partida ao longo dos 80 minutos. Tharquinn, autor do quarto ensaio aos 55', mostrou-se incisivo no jogo aberto e no apoio ao bloco avançado. Acevedo, por seu lado, foi um pilar defensivo determinante para travar a reação lisboeta nos minutos finais.
Destaque ainda para o desempenho de Tomás Batista que terminou o encontro com 13 pontos pessoais (três penalidades e duas conversões).












