Leão XIV saiu da sombra e “entrou a matar”
Abril 26, 2026 . 12:00
"Abraçam o quadro dos costumes — o anti-aborto, anti-eutanásia, a vida, a família tradicional — mas ignoram a doutrina social da igreja, que prega o acolhimento dos imigrantes, a justiça social, a paz e a reconciliação" | Leia o artigo de Américo Figueiredo, professor catedrático da Faculdade de Medicina da UC
Durante um ano, o Papa Leão XIV cumpriu um mandato discreto. Norte-americano, agostiniano, sucessor de Francisco, o primeiro pontífice dos EUA optou por uma liderança silenciosa. Mas o silêncio terminou. E foi de forma estrondosa.
A crise começou pela guerra e evoluiu para uma batalha teológica. Em causa está a instrumentalização da fé por líderes políticos que usam Deus como arma — seja para justificar conflitos, seja para enganar bases eleitorais; do Pentágono ao parlamento português, passando pela Casa Branca. O Papa Leão XIV declarou guerra a uma "ilusão de omnipotência" que, nas suas palavras, está a "devastar o mundo".
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