
Abril “internacional” em marcha por Coimbra
«Temos plena noção de que foi na academia de Coimbra que nasceu a liberdade». Foi deste modo que José Machado, presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra, “iniciou” ontem a marcha de comemoração do 25 de Abril.
Se o dia é de celebração em Portugal, também o é em Itália, e foi essa uma das razões que levou Tamara Perez e Cidália, estudantes de Erasmus, a participar. «É um dia muito inspirador. Sabemos que foi neste dia que o fascismo caiu e estamos a perceber que é uma experiência muito boa, que une as pessoas», revelaram as alunas de Enfermagem (Tamara) e Sociologia (Cidália). Analisando a atualidade, reconheceram a importância desta marcha num tempo «em que se olha para o passado com um olhar perigoso».
Com algumas “estreantes” nesta marcha, o grupo de Inês Mendes, Ariana Duarte, Júlia Marques e Ana Beatriz Santos deslocou-se até à Praça da República com ambição de «lutar pelos nossos direitos». «Queremos continuar com este dia fantástico e que seja uma forma de relembrar a forma como os nossos pais, avós, tios, lutaram por esta causa».
De facto, o dia 25 de abril tem uma conotação única no panorama nacional e, em Coimbra, uma ligação intrínseca com a academia. «É uma honra carregar este legado», destacou José Machado. Um dia depois da apresentação da “Moção Global”, o “dia da revolução” deve ser aproveitado para «defender e valorizar a liberdade todos os dias». Antes de avançar no cortejo, o presidente da DG/AAC deixou um pedido para que «não se esqueça» a Crise Académica e a luta estudantil. «Não desvalorizem a liberdade. Saiam à rua e falem pela liberdade, não fechem os olhos aos intolerantes».











