
Sopas (e canjas) para todos os gostos no Terreiro da Erva
Das tradicionais sopas de legumes, de feijão, de espinafres ou o caldo verde, passando por propostas mais “arriscadas” como a sopa de urtigas, a de castanhas ou a sopa de coentros com chouriço, o Terreiro da Erva, no coração da Baixa de Coimbra, é, durante o fim de semana, local de paragem “obrigatória” para os apreciadores de sopas... e de canjas.
São 22 propostas de outras tantas instituições (21 pertencentes à União das Freguesias de Coimbra e uma de Cernache) que fazem parte do menu da 5.ª edição do Festival de Sopas, que conta ainda com a presença da Liga Portuguesa Contra o Cancro como entidade convidada.
Ainda antes das 19h00, já as mesas instaladas no Terreiro da Erva se encontravam praticamente lotadas com a presença de visitantes de todas as idades. As amigas Mariana, Inês, Helena, Francisca e Sofia são estudantes universitárias em Coimbra, já tinham ouvido falar na iniciativa, mas foi a primeira vez que estiveram no festival. Começaram por partilhar uma sopa de castanha, preparada pela Confraria de Nossa Senhora da Piedade e de São Simão. Como contaram ao Diário de Coimbra, a despertar-lhes o interesse estavam também a sopa de cogumelos (Centro Social e Cultural 25 de Abril) e a sopa de alho francês e crocante de bacon (CUMN).
Também Filomena Gameiro se estreou no Festival de Sopas. Começou por provar a sopa de coentros, preparada pelo Sport Clube Conimbricense, saboreou, depois, o caldo verde, confecionado pela equipa do Grupo Etnográfico da Região de Coimbra, e ainda esperava ter apetite para a sopa da pedra, à moda da Associação Académica de Coimbra.
Para cada refeição, instituições preparam cerca de 60 litros de cada uma das 22 sopas do menu
A amiga Cesaltina preferiu a sopa de coentros, para começar, enquanto Esmeralda e Maria José optaram pela sopa da pedra.
Para degustar as 22 sopas confecionadas pelas instituições, basta adquirir o kit que tem um custo de 10 euros e inclui a tigela, a colher e 22 senhas, correspondente a cada uma das propostas, como explica Carlos Pinto, presidente da União das Freguesias de Coimbra, destacando ainda o cariz solidário da iniciativa. Ou seja, a verba angariada pela venda das sopas é distribuída pelas instituições e associações.
Como é habitual, o Clube Desportivo Pedrulhense propõe a já famosa sopa de urtigas, uma receita que Emília Monteiro recolheu do livro da avó e vai passando de geração em geração.
Já no stand da Santa Casa da Misericórdia de Coimbra é a canja de bacalhau que faz as delícias de quem a escolher. «Temos tido elogios à qualidade da canja»; salienta o vice--provedor Luís Matos Cabo, contando que a canja «tem uma história». «Foi um desafio lançado pelos nossos utentes, em tempos de pandemia, numa tentativa de fazer algo diferente do habitual, e quando nos propusemos a estar aqui, ganhou a canja de bacalhau», revela.
O Festival de Sopas é uma organização da União das Freguesias de Coimbra, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra. Depois do sucesso da primeira noite, continua hoje e amanhã, ao almoço e ao jantar.
O público tem também um desafio, que é eleger a melhor sopa.












