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Feira da Caça quer ser referência nacional

Degracias é, este fim de semana, o ponto de encontro privilegiado para caçadores, criadores de cães e público em geral

É já este fim de semana que a localidade de Degracias, concelho de Soure, recebe a segunda edição da Feira da Caça – Terras de Sicó. Um evento apresentado ontem, no local onde vai decorrer o evento, com Rui Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Soure, a referir que se trata de uma iniciativa alinhada com a estratégia do município de promoção e divulgação do património do concelho e, em particular, com o objetivo de fazer «uma reconciliação com o mundo rural que é a nossa matriz». Assim, amanhã e domingo, Degracias recebe mais de 30 expositores de artigos de caça, produtos regionais e restauração, além das 150 boxes e cerca de 1.200 cães em exposição que prometem fazer da Feira da Caça «um evento de referência nacional», que reúne caçadores e criadores, além do público em geral, pois há muitas atividades direcionadas para as famílias.

A organização é uma parceria entre a autarquia, a União de Freguesias de Degracias e Pombalinho, Associação Terras de Sicó, a partir de uma proposta de dois naturais de Degracias, o caçador Edgar Nogueira e o matilheiro Miguel Ribeiro.

De resto, e dado o sucesso da primeira edição, as expectativas para este ano também são muito boas. Edgar Nogueira referiu que são esperadas cerca de 20 mil pessoas, até porque na Feira vão estar criadores e caçadores de todo o país, dos Açores e até de Espanha. «A aposta na realização da Feira da Caça tem também como objetivo dar a conhecer o mundo da caça e contribuir para a desmistificação de algum preconceito ligado à atividade». Por isso, Miguel Ribeiro acrescentou que, durante a feira, «há uma grande preocupação com o bem-estar animal, pelo que, além das condições de conforto, em que a sombra, água e alimentação estão sempre assegurados, haverá também acompanhamento veterinário permanente».

Por outro lado, tendo em conta que a caça é uma atividade associada a territórios de baixa densidade populacional, «há que compreender o lado positivo da caça, que ajuda a manter o equilíbrio no ecossistema natural».

A programação contempla ainda provas e demonstrações práticas, como largadas de caça, prova de Santo Huberto, que se realiza no concelho de Ansião, trabalho em cercado e madrigueira, bem como exibições de falcoaria.

Entre os momentos previstos, destaca-se também o encontro nacional de caçadores de coelho, a par de iniciativas como concursos de beleza e momentos de reconhecimento no âmbito da atividade cinegética. A animação de rua e os espectáculos noturnos contribuem para o ambiente festivo ao longo do certame.

A exposição de cães de caça assume particular relevância, reunindo exemplares de diferentes tipologias, desde cães de caça maior e de parar a rastreadores, bicheiros e podengos, refletindo a diversidade associada à prática.

O programa inclui igualmente uma vertente tradicional, com a realização de procissão e bênção, reforçando a ligação entre a atividade cinegética e as tradições locais.

O presidente da Câmara Municipal de Soure anunciou ainda que a Feira da Caça será visitada, no domingo, por Vasco Estrela, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a quem a Associação Terras de Sicó, que integra seis municípios (Alvaiázere, Ansião, Condeixa, Penela, Pombal e Soure) entregará um documento com a apresentação dos principais desafios que o território enfrenta, por forma a encontrar as melhores soluções.

A propósito, David Leandro, do Grupo de Ação Local da Terras de Sicó, referiu que «a valorização de todo este território é fundamental, tendo em conta os seus produtos endógenos», apelando a que «é necessário trabalhar toda a cadeia de valor, dando como exemplo o queijo e a importância dos rebanhos»

Abril 24, 2026 . 08:45

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