
Amor a Portugal, ao Vitória e um Manuel Cajuda que foi marcante
Foi formado no Vitória, no Brasil, e teve uma ligação forte ao futebol português também no Vitória mas de Guimarães. Que memórias guarda dessa fase da sua vida?
Sinto-me realizado. Joguei em grandes palcos, com grandes jogadores, alguns campeões do mundo e da “prateleira A” da história do futebol mundial. Fui internacional jovem pelo Brasil e conquistei títulos em clubes e nas seleções jovens. Fui formado no Vitória da Bahia, que tinha uma geração muito forte, atuei com jogadores como Dida, Vampeta, Bebeto, Mazinho, Petkovic, Alex Alves e outros. Em Portugal, vivi sete anos extraordinários no Vitória (de Guimarães), um clube com uma massa associativa impressionante e só quem lá jogou sabe a força daquele emblema. Só quem lá esteve no quotidiano é que sabe o que quão grande é. Lá joguei com grandes jogadores como Flávio Meireles, Nuno Assis, Alex, Moreno, Tiago Targino e João Alves, por exemplo, e posso estar a ser injusto e a esquecer-me de alguns. Foram sete anos maravilhosos. Também joguei no Moreirense e terminei a carreira no União da Madeira. Passei ainda pelo Persepolis, no Irão, um dos maiores clubes da Ásia, com estádios cheios e uma paixão enorme pelo futebol num país diferente.
Há algum treinador ou referência que tenha marcado o seu percurso e que ainda hoje influencie o seu trabalho?
Procurei sempre aprender com todos. Retirei um pouco de cada um, seja na metodologia de treino ou na liderança. Mas houve um período muito marcante no Vitória de Guimarães, quando fizemos uma época excelente com o Manuel Cajuda em que ficámos em 3.º lugar e lutámos para ficar em 2.º até à última jornada. Aprendi muito com ele, sobretudo ao nível da gestão e de liderança de grupo.
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