
Escolíadas mobiliza 2.500 alunos em 18 espetáculos
Nos próximos dois meses, a Associação Escolíadas irá envolver mais de 2.500 jovens e professores numa série de 18 espetáculos. A iniciativa, que passará por algumas das principais salas do país, marca um recorde na história da associação dedicada à educação artística e ao empoderamento juvenil.
O arranque desta programação acontece já este fim de semana, na Casa da Cultura de Ílhavo, com o início da 35.ª edição das "Escolíadas Glicínias Plaza", o projeto da associação direcionado para o ensino secundário.
Com mais de três décadas de existência, o evento consolidou-se como um «laboratório de talentos» que promove a criatividade e o trabalho em equipa em contexto profissional de palco.
Para Cláudio Pires, presidente da direção da Associação Escolíadas, este volume de participação é o reflexo do impacto social do projeto.
«Mais do que números ou recordes, este alcance representa milhares de jovens que ganharam voz e confiança através das artes», afirma o dirigente.
«Estamos a consolidar um modelo onde a educação artística é uma ferramenta central de inclusão e de crescimento pessoal, e não apenas um complemento escolar», reforça Cláudio Pires.

Arte também envolve os mais novos
Além do projeto principal para o secundário, a associação está a expandir a sua atuação junto dos ciclos de ensino mais precoces através do "Escolíadas Júnior". Este programa, que já teve início nos Agrupamentos de Escolas da Mealhada e Lima-de-Faria (Cantanhede), foca-se na estimulação da expressão emocional e no desenvolvimento de competências sociais desde a infância.
A estrutura da Associação Escolíadas assenta atualmente em três pilares: as Escolíadas Glicínias Plaza, o Escolíadas Júnior e a Arena Criativa Escolíadas. Através destes eixos, a organização pretende democratizar o acesso à cultura, mobilizando comunidades escolares e esgotando salas de espetáculo com produções que colocam o estudante no centro do processo criativo.
Com este ciclo de 18 espetáculos, a associação reafirma o seu papel na formação de cidadãos mais ativos e participativos, demonstrando que o investimento nas artes é fundamental para o futuro da comunidade educativa em Portugal.
De acordo com o calendário oficial, nos próximos dias 24, 25 e 26, realizam-se os espetáculos das escolas que integram o Pólo I, que sobem ao palco no Centro Cultural de Ílhavo. Já nos dias 1 e 2 de maio, serão as escolas do Pólo II a subir ao palco do Centro Cultural de Carregal do Sal, que adere ao programa pela primeira vez. No fim de semana seguinte, a 8 e 9 de maio, é o Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz que acolhe as escolas do Pólo III.
Já as finais decorrem no Pavilhão Multiusos de Febres, a 22 e 23 de maio, e a Finalíssima será a 30 de maio, no Convento São Francisco.












