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“Conversas não Programadas” analisam cheias do Mondego

Amanhã, em conversa aberta, o especialista em engenharia hidráulica Fernando Seabra Santos irá refletir sobre os episódios de fevereiro

Fernando Seabra Santos, antigo reitor e especialista em engenharia hidráulica, será amanhã o orador do ciclo, agora retomado pelo UC Exploratório , de “Conversas não Programadas”. O professor catedrático aposentado vai desenvolver o tema “Diques e dicas: Análise das cheias do Mondego de fevereiro de 2026”.

A conversa «aberta a todos os interessados», que irá decorrer entre as 18h00 e as 19h00, é de entrada livre e não necessita de inscrição prévia, informa o Exploratório, ao antecipar que o tema permitirá «analisar o desempenho das barragens da Aguieira, da Raiva e de Fronhas na atenuação dos caudais de cheia, a eventual otimização dos seus regimes de exploração para reforço da proteção das populações e das áreas urbanas, bem como a resistência dos diques do Mondego face aos caudais previstos em projeto».

Além destas questões, acrescenta, «estarão igualmente em análise as inundações verificadas no Parque Verde do Mondego e no Choupalinho», com reflexões sobre «a compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia com a dinâmica natural do rio e sobre possíveis soluções para minimizar impactos futuros».

Compatibilização de espaços de lazer implantados em leito de cheia será assunto de conversa

Fernando Seabra Santos abordará ainda a pertinência de novas soluções estruturais para a bacia do Mondego, incluindo a eventual reavaliação de projetos e da estratégia global de intervenção neste território, adianta o Exploratório.

Licenciado em Engenharia Civil pela Universidade de Coimbra (1977), Fernando Seabra Santos concluiu em 1985 o doutoramento na Universidade de Grenoble, na área de Oceanografia Física.

Em 2012 criou a empresa Friday - Ciência e Engenharia do Lazer, SA, de que foi ceo até 2020, com o objetivo de conceber, projetar, construir e comercializar dispositivos náuticos com uma elevada componente de tecnologia e inovação. Concebeu e projetou uma família de pequenos submarinos tripulados, estando atualmente «a colaborar com a Seapower, enquanto autor de projeto e supervisor, na construção de um primeiro protótipo para quatro tripulantes e missões de até 12 horas de duração e 300 metros de profundidade», resume o Exploratório.

Abril 22, 2026 . 10:32

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