
Prodígios europeus da escalada invadem Soure
Não vão, certamente, escalar o castelo. Mas podiam e teriam, sem qualquer tipo de dúvidas, capacidade para tal pois são os grandes talentos europeus de escalada em bloco, dos escalões Sub-19 e Sub-17 masculinos e femininos, que hoje e amanhã irão competir na World Climbing European Youth Series Soure 2026 e ontem se “apresentaram” na sessão de abertura da prova.
A “parede” do Pavilhão Encosta do Sol será suficiente para servir como um “muro” desportivo, e nunca social, para 23 países num total de 227 atletas. E Soure rima cada vez mais com esta modalidade pois cumpre-se, nesta edição, o décimo ano consecutivo da prova por terras sourenses.
Dessa realidade deu, precisamente, conta Alberto Cruz, presidente da Federação Portuguesa de Escalada de Competição, relatando «hora e orgulho» por este feito de um local onde também exerce funções como docente.
«Esta edição só pode ser muito especial porque reconhece, também e após 10 anos, o trabalho, dedicação e compromisso deste município em relação a esta modalidade. Todos foram e são importantes e Soure é, agora, reconhecida internacionalmente por este evento», reforçou, ainda, o líder federativo.
Rui Fernandes, presidente da Câmara Municipal de Soure foi, ainda, mais longe. O edil sourense anunciou que o “Encosta do Sol” quer ter uma parede permanente de escalada e que alcançará essa meta a breve trecho. «Queremos ser a capital nacional desta modalidade e pensamos que um Centro de Alto Rendimento de Escalada em Portugal tem de ser mesmo em Soure», referiu Rui Fernandes em palavras que quis dirigir especificamente à comunicação social presente.
Às delegações, que nestes dias vão “invadir” e encher, numa grande manta de nacionalidades e, também, de cores, a vila de Soure, Rui Fernandes deixou palavras bem humoradas. Começou em inglês. Falou francês. Pediu para deixarem Portugal ganhar as competições em momento de gargalhada geral e acolheu com este “abraço” os representantes de 23 nações europeias.












