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“Responsabilidade partilhada” na nova casa do Voluntas

É cor de rosa a “nova” infraestrutura do projeto de voluntariado do ISCAC. Objetivo é “crescer” pelo IPC

Foi há cerca de 20 anos que, de forma mais informal, nasceu o “Voluntas”, graças a Madalena Abreu. Com o passar dos anos e o “agregar” de várias ações de voluntariado em conjunto com os alunos, o projeto tornou-se oficializado pela Coimbra Business School (ISCAC) e, agora, pretende crescer por todo o Instituto Politécnico de Coimbra (IPC). A Casa Cor de Rosa, na Escola Superior Agrária de Coimbra é a sua “nova casa”.

«É um projeto onde os próprios puxam outros», conta Madalena Abreu, mente que fez o projeto nascer e implementar-se no ISCAC, oficialmente, há 11 anos. Neste momento, como membros efetivos, existem 23 alunos dedicados às atividades voluntárias, mas «são cada vez mais», principalmente pela quantidade de colegas que acabam por atrair.

«Para além do nosso grupo fixo, temos também um grupo no WhatsApp onde partilhamos as ações que vamos organizando», revela Joana Veiga, coordenadora-geral do Voluntas, o que dá oportunidade de mais pessoas se unirem em torno das atividades.

Dentro do seu programa habitual, as atividades são realizadas em conjunto com vários parceiros, sendo a participação do “Voluntas” numa ótica de divulgação e, simultaneamente, de envolvimento ativo.

Com a inauguração da Casa Cor de Rosa, nasce um espaço que pode congregar as atividades de mais entidades sociais, dando uma “nova vida” às iniciativas de voluntariado. «Vamos acrescentar a esta casa outras estruturas de solidariedade social», revelou Sónia Costa, representante de Cândida Mal­ça, presidente do IPC.

Destas novas estruturas (Erasmus Student Network - ESN; Reabilita; Veteranus Care; Refood) é esperada uma dinâmica conjunta com o Voluntas, de modo a dinamizar e a expandir a área de ação dos voluntários, que tem como objetivo chegar a todos os polos do politécnico. «Temos algumas ideias, mas agora queremos que todas as instituições venham para aqui para, depois, podermos reunir e começar a traçar um plano», diz.

Para além das ações de voluntariado, Alexandre Gomes da Silva, diretor do ISCAC, destaca que o Voluntas é «um exemplo» em vários aspetos. «Os nossos alunos trabalham em várias áreas que os preparam para o futuro, como o trabalho de equipa, a comunicação e a capacitação», o que destaca ainda mais a importância dos programas de voluntários nas entidades de educação superior.

Apesar do futuro ainda não estar certo, o próximo passo está decidido e será chegar o mais longe possível dentro do IPC.

Coimbra prepara-se para regressar com voluntariado à Ilha de Maio, em Cabo Verde, para suceder a projeto terminado

Gabriela Maia, coordenadora de relações externas do Voluntas, explica de que modo se pretende que Coimbra leve «o voluntariado de volta» a Maio. «É uma ilha muito pequena e que, por isso, por vezes passa por algumas dificuldades. Queremos ajudar a que se mantenha em crescimento, por isso queremos recuperar o trabalho do projeto Maio 20 25 que terminou este ano. Os colegas que desenvolveram essa iniciativa contaram-nos a sua experiência e achamos que é importante regressar. A nossa ideia é criar um projeto de continuidade onde em 2026 começamos e no futuro novas equipas podem manter o plano».

Abril 16, 2026 . 08:00

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