
Jovem de Cantanhede eleito representante estudantil na EBRAINS
João Miguel Alves Ferreira, jovem natural de Cantanhede, que o ano passado foi distinguido com o Troféu Português de Voluntariado, pela dedicação à tradução para português de obras de apoio médico sobre doenças raras, foi recentemente eleito o primeiro representante estudantil do EBRAINS (uma plataforma aberta para pesquisadores em início de carreira trocarem ideias inovadoras entre disciplinas relevantes para a pesquisa cerebral e a neurociência), uma missão que partilha com Sinovia Fotiadou.
Estes dois jovens, estudantes na área da Medicina e Biologia, escolhidos pelos Embaixadores Estudantis do EBRAINS, representam a comunidade estudantil na Força-Tarefa de Educação do EBRAINS, ajudando a moldar as estratégias educacionais e garantir que as perspetivas dos estudantes permaneçam centrais para o desenvolvimento do projeto. Nesse sentido, coube-lhes já a organização da Conferência Estudante da EBRAINS, que decorreu em março, no Château de Valrose, da Universidade Côte d'Azur, Nice (França).
Os participantes tiveram de participar num amplo diálogo científico, intra e interdisciplinar, entre colegas e professores, através de palestras, workshops, demonstrações práticas e eventos sociais.
João Ferreira é doutorando em Ciências da Saúde na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, estando ligado ao Instituto de Farmacologia e Terapêutica Experimental, ao Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra (iCBR) e ao Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CIBB). Com investigação interdisciplinar na área da medicina, biomedicina, bioestatística e psicologia, a sua tese de doutoramento, intitulada “Lançando Nova Luz sobre a Saúde Mental”, concentra-se na operacionalização de biomarcadores, no estudo do bem-estar e da prescrição social, e na melhoria dos resultados em saúde mental e da qualidade de vida.
Na conferência EBRAINS, João Ferreira foi um dos embaixadores estudantis que prepararam o programa científico feito por estudantes para estudantes. Uma experiência que considera «incrivelmente enriquecedora» por acreditar que «a ciência deve ser colaborativa e acessível», e este «papel de embaixador», diz, coloca-o no «centro de uma comunidade que compartilha essa visão».
«O conhecimento só evolui verdadeiramente quando é compartilhado e aplicado abertamente. Este programa proporciona-me a oportunidade de interagir com pesquisadores de diversas áreas, explorar o potencial da neurociência computacional sob diferentes perspetivas e, mais importante, construir pontes entre disciplinas e públicos», concluiu.












