
Cem anos da Misericórdia de Condeixa-a-Nova é “lição de altruísmo”
A Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova celebrou ontem o seu centenário, numa cerimónia que começou com uma homenagem a todos os ex-provedores que, ao longo de um século, «deram lições de altruísmo», ao estar sempre próximo das populações, com uma atenção especial aos mais desfavorecidos.
Uma cerimónia presidida pela secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, que reiterou «o compromisso do Governo em alargar a percentagem da comparticipação do Estado até aos 50%».
«Um trabalho que tem vindo a ser feito, paulatinamente, tendo em conta a sustentabilidade e previsibilidade do setor», referiu.
A secretária de Estado, referindo que «é com orgulho» que se associou às comemorações do centenário da Misericórdia de Condeixa que, só por si, «é um sinal claro da importância desta instituição no território», esclareceu que, fruto do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo, «há um investimento de mais de 200 milhões de euros para o setor social».
E como exemplo «desta política de proximidade a quem mais precisa», a secretária de Estado referiu ainda que, a breve prazo, se vai dar início ao projeto-piloto de apoio domiciliário, em várias regiões, que vai mais além dos cuidados de alimentação e higiene. Traduz-se numa resposta social diferenciada, de proximidade e base comunitária que consiste na prestação articulada de um conjunto de serviços e de cuidados individualizados de apoio social, 24 horas por dia e sete dias por semana.
Medidas que José Júlio Norte, em representação da União das Misericórdias Portuguesas, elogiou no seu discurso, referindo que muitas vezes, para que as misericórdias, tal como outras instituições do setor social, pudessem cumprir a sua missão, era preciso «gestão rigorosa, resiliência, muita determinação e elevação de espírito, porque os recursos são finitos».
E no caso particular da Santa Casa Da Misericórdia de Condeixa-a-Nova, as suas respostas, ao longo de 100 anos, foram-se adaptando às necessidades, sendo que hoje são várias as valências, desde o apoio à população idosa, à criança, à juventude, com lares, creche e jardim de infância, centro de acolhimento e cantina social.
Respostas que a presidente da Câmara Municipal de Condeixa, Liliana Pimentel, sintetizou dizendo que a Misericórdia «é o rosto mais humano de Condeixa» e «o braço direito da autarquia na resposta social no concelho».
Por isso, está em perfeita concordância com o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Condeixa, Paulo Simões, que referiu que «celebrar os cem anos é também renovar o compromisso com as pessoas e com a comunidade». Paulo Simões reiterou a sua vontade de continuar a gerir a instituição «com rigor, transparência, com inovação», por forma a «garantir capacidade de resposta aos novos desafios sociais».
A cerimónia contou ainda com a presença de Helena Teodósio, da CIM-RC, que realçou a importância destas instituições como «exemplos concretos de coesão territorial».
Descerramento de mural marca centenário
No final da cerimónia de celebração dos cem anos da Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova, houve ainda lugar ao descerramento de um mural e de uma placa alusiva ao centenário, que contou com a presença de todas as entidades presentes.
O Mural encerra em si os valores de humanidade que orientam toda a ação das Misericórdias. Já a placa sintetiza a ação da Santa Casa na área da ação social, no apoio ao idoso, à criança e à juventude, afirmando-se como o pilar essencial de solidariedade, proximidade e cuidado no concelho de Condeixa.












