
Anozero mostra obras de 60 participantes a partir de sábado
A Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, Anozero´26, é inaugurada sábado, oferecendo à cidade a possibilidade de vivenciar diferentes linguagens artísticas e de diferentes culturas e gerações. Com 60 participantes, volta a juntar, tal como na primeira bienal, em 2015, contribuições de arquitetos a par das de artistas.
Ontem apresentada em conferência de imprensa, a bienal, com organização tripartida entre Câmara, Universidade e Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), tem curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli, e curadoria assistente de Daniel Madeira, desenvolvendo-se em vários espaços da cidade, com “epicentro” no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.
A edição Anozero´26, com exposições, performances, música e visitas orientadas, questiona o conceito de exposição, repensando ideias como relação, encontro e transformação, a partir do tema “Segurar, dar, receber” (vai ao triplo significado da raiz da palavra “exposição” – ghabh).
Com «mais de uma década de projetos marcantes para Coimbra e Região, a bienal não existiria sem a colaboração institucional» das três entidades, observou a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, para sublinhar o modelo de governação de sucesso e a prova de que, juntas, as instituições conseguem afirmar o território, criando valor.
Depois de assinalar a importância da bienal na afirmação de Coimbra como destino cultural, - e sem Anozero «não haveria a Manifesta» em 2028 - a autarca reforçou a importância de um ambiente cultural rico, em diferentes dimensões, sendo também relevante na escolha da cidade para viver e trabalhar. A Câmara apoia a bienal com 225 mil euros (menos 25 mil que na anterior), além da cedência de espaços. O Anozero deveria ser «cada vez mais um projeto da região», tal como já está «previsto que aconteça na edição conjunta de 2028 com a bienal nómada Manifesta», defendeu.
Com «mais de uma década de projetos marcantes para Coimbra e Região, a bienal não existiria sem a colaboração institucional»
Carlos Antunes, diretor do CAPC, destacou também a «construção coletiva» da cidade para fazer a bienal, que nesta edição tem um custo de 750 mil euros, ligeiramente superior à anterior. O que não significa que haja mais dinheiros, face à inflação e ao custo de serviços, que em alguns casos passaram para o dobro.
Também com referências à importância da bienal e da cultura para guiar o território, Carlos Antunes registou o aumento de participantes, mas também de mecenas, bem como o envolvimento da AHRESP (restauração e hotelaria), o que revela a consciência de que a cultura também traz interesse económico.
Além dos curadores, o encontro com os jornalistas contou com o vice-reitor Delfim Leão, com o responsável a associar o tema “Segurar, dar, receber” ao próprio espírito e missão da Universidade.
A bienal é inaugurada sábado, prolongando-se até 5 de julho. O programa completo pode ser consultado em [2026.anozero-bienaldecoimbra.pt] e nas redes sociais.
Câmara mantém projeto para a Manutenção Militar
A presidente da Câmara de Coimbra disse ontem que o projeto pensado para Centro de Arte Contemporânea de Coimbra na antiga Manutenção Militar é para manter, com Ana Abrunhosa a assumir a dotação de um milhão de euros, provenientes de empréstimo a contrair, para a construção. O atual executivo está também a analisar projetos e orçamentos para intervenções na Casa da Cultura, Casa da Escrita ou Convento São Francisco (que necessita de obras e manutenção).
Programa
Dia 11, sábado:
- Abertura do Círculo Sereia (13h30) e da Sala da Cidade (14h30)
- 15h00 - Performance por Vasco Araújo na Igreja de Santa Cruz
- 17h00 - Abertura oficial - Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
- 18h30 - Manifesto By Lyrics Performance com Manuel de Villiers, Jakob Deider e Fernando Oliveira no Mosteiro
- 19h30 - Jantar comunitário no Mosteiro, seguido de concerto com Sereias e after party com DJ
Dia 12, domingo:
- 10h00–12h00 - Visita guiada com John Zeppetelli e Daniel Madeira (Círculo Sede, Círculo Sereia e Sala da Cidade)
- 11h00–12h00 - Lançamento do livro Proto Vernacular, com Mauricio Pezo e Sofía von Ellrichshausen (Mosteiro)
- 14h00–16h00 - Visita e conversa com Hans Ibelings,John Zeppetelli e Daniel Madeira (Mosteiro)
- 18h30 - Visita guiada ao Observatório Geofísico e Astronómico da UC, com Centrala e Hans Ibelings











