
Polo II da ESEC poderá ter novas instalações este ano
São Pedro não se fez rogado e “abençoou” com especial intensidade o momento exato em que Cândida Malça, presidente do Politécnico de Coimbra (IPC), deu posse a Ricardo Rodrigues, presidente da ESEC (Escola Superior de Educação de Coimbra). Por causa das obras a decorrerem na Escola, a cerimónia não aconteceu no auditório, como seria expectável, mas no claustro, perante uma plateia constituída por elementos da comunidade académica mas também civil da cidade e da região.
Foi precisamente a questão das instalações da ESEC que marcou as intervenções de Ricardo Rodrigues e Cândida Malça (uma preocupação que não é nova), com o novo presidente da ESEC para o quadriénio 2026-2030 a auspiciar «melhores condições de desenvolvimento profissional» para docentes e alunos, nomeadamente «melhores infraestruturas e equipamentos».
“Garantir a prática de um ensino em instalações dignas e fechar definitivamente aqueles barracões”
Neste ponto, a presidente do IPC defendeu ser «imperativo recuperar a dignidade» do edifício principal da Escola, com o estado da cantina e do bar, por exemplo, «a não orgulharem ninguém», bem como o «estado degradante a que chegaram alguns destes edifícios e a sua envolvente». É um «objetivo estruturante que exige a capacidade de captar financiamento, seja ele governamental ou proveniente de outras fontes, e que será determinante para assegurar melhores condições de trabalho e de aprendizagem para todos».
No que diz respeito ao Polo 2 da ESEC (a funcionar nas instalações do antigo ISCAC, na zona da Cumeada) Cândida Malça deixou a garantia de já terem sido encontradas alternativas. «Em setembro próximo, se for essa a vontade da comunidade da ESEC, será possível garantir a prática de um ensino em instalações dignas e fechar definitivamente aqueles barracões».
Presidente e vice-presidente assumem compromisso da Escola em oferecer tempo aos docentes e estudantes
Antes, na sua intervenção, Ricardo Rodrigues deixou a garantia de que no atual mandato serão avaliadas, «em processo transparente, soluções para o Polo 2, afetando eventuais recursos disponíveis à melhoria do Polo principal», dando continuidade à luta «por instalações que respondam às necessidades pedagógicas, científicas e comunitárias».
Este é, de facto, um dos muitos «desafios exigentes» com que se depara a nova presidência da ESEC - implicando «coragem, estratégia» -, e que só serão «concretizáveis se contarem com a mobilização de toda a comunidade académica». E foi esse «sentido de responsabilidade, humildade e confiança absoluta na força» de todos que têm nesta Escola a sua «casa fora de casa» que Ricardo Rodrigues vincou na sua intervenção.
Reconhecendo que há «problemas estruturais que não se resolvem da noite para o dia», defendeu que «para afirmar a ESEC no futuro» é preciso «muito mais do que equilíbrio financeiro» e melhores infraestruturas. «Precisamos de produzir mais cientificamente. Precisamos de participar em mais projetos relevantes. Precisamos de envolver toda a nossa comunidade académica nesses esforços comuns. Só assim construiremos uma Escola com maior relevância, impacto e capacidade de atrair recursos e talento».
Posto isto, no domínio da investigação, o presidente e vice--presidentes (Carla Patrão e Ricardo Gomes, que também ontem foram empossados), assumem o compromisso da Escola em oferecer tempo aos docentes e estudantes.











