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Abril 8, 2026 . 10:45
"Cristina Torres era uma defensora da igualdade, mas o foco da sua preocupação assentava nas mulheres" | Texto de Opinião de António Jorge Lé

Lembrei-me recentemente, a propósito do desaparecimento de Carlos Lourenço (Simpatia) de uma imagem histórica onde ele ajuda Cristina Torres a erguer a Bandeira Nacional. Este gesto espontâneo foi registado na manifestação de júbilo que a Figueira organizou no dia 27 de abril de 1974, para assim celebrar a Revolução dos Cravos.
Cristina Torres era uma defensora da igualdade, mas o foco da sua preocupação assentava nas mulheres – as jovens mulheres que não conseguiam olhar para o futuro sem a marca cinzenta da ditadura.
Cristina Torres dos Santos nasceu na Figueira em 21 de março de 1891, ou seja, há 135 anos. Cedo começa a trabalhar como costureira e à noite frequenta a então Escola Comercial. Atenta ao meio que a rodeava funda, em 1911, a Fraternidade Feminina, Associação de Instrução e Beneficência, responsável pelo funcionamento de uma escola nocturna para raparigas.

O nome de Cristina Torres está perpetuado numa escola secundária e na toponímia figueirense como preito de admiração, respeito e louvor

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