
Gastronomia “viaja” aos Descobrimentos
A primeira edição de “Sabores da Escrita” de 2026 chega à cantina do Polo II da Universidade de Coimbra (UC), com uma viagem aos Descobrimentos. Dia 10 de abril arranca “Uma Viagem pelo Universo das Especiarias na Época dos Descobrimentos”.
Este é um evento da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), neste caso da Divisão de Bibliotecas e Arquivo Histórico que, para dar o mote do evento, oferece uma conferência de entrada livre pelas 19h30, seguindo-se um jantar temático, com inscrição necessário e valor de 24,50 euros por pessoa (inscrições em [email protected]).
Ana Maria Proserpio, da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, foi a escolhida para proferir a primeira sessão de 2026, onde, a partir de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, utiliza a comunicação para analisar «uma abordagem ao papel das especiarias no contexto dos Descobrimentos». Deste modo será explorado o seu impacto na sociedade portuguesa e na «construção de uma identidade gastronómica marcada pela influência ultramarina», regista a Câmara Municipal.
Marcando-se como uma «conferência entre literatura, história e gastronomia», serão percorrida duas «fontes fundamentais da história da alimentação», através do “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”, considerado o «mais antigo manuscrito de receitas em língua portuguesa» (datado entre o século XV ou XVI) e, ainda, um «receituário do Mosteiro de Tibães» (seculos XVI ou XVII). «Estes documentos evidenciam a crescente importância das especiarias na cozinha portuguesa, sobretudo nos contextos mais abastados, revelando práticas culinárias e hábitos alimentares da época», indica a CMC em comunicado.
Com terminar da conferência inicia-se o jantar, pelas 20h00, que procura oferecer ao palato obras culinárias únicas desenvolvidas com os sabores da época dos Descobrimentos. Servido pelos Serviços de Ação Social da UC, a sala será preenchida por 60 pessoas.
A ementa conta com recriação de pratos dos receituários abordados, para garantir um regresso a outra época e «proporcionando uma experiência gastronómica» especial. O menu conta com «desfeito de galinha, sopas verdes, esbeche de pescado, “boldroegas” [bolinhos de carne] com acompanhamento de couve e azeite», ficando a refeição terminada com «ovos de laços e broinhas doces».
No que toca à bebida, o jantar será acompanhado por vinho branco e tinto, água, sumo de laranja e café.
Este será o primeiro evento de “Sabores da Escrita” para a programação de 2026, que promete mais surpresas.
Animação é coisa do passado, presente e futuro e, por isso, não irá faltar
No que toca ao entretenimento, o jantar não será “solitário”. Com o apoio da Cooperativa Bonifrates, a refeição vai contar com animação cénica e musical.
O objetivo é oferecer uma experiência ainda mais imersiva, que possibilite viver a refeição com sabores da época e com uma dimensão cultural que segue a mesma lógica.
Deste modo, será proporcionada uma «dimensão cultural que cruza gastronomia, história e performance».











