O estreito de Ormuz não fica longe do nosso bolso
Abril 1, 2026 . 12:15
“A globalização criou uma ilusão de proximidade e eficiência, mas também uma dependência estrutural de corredores logísticos vulneráveis. O estreito de Ormuz tornou-se símbolo dessa fragilidade” | Texto de Opinião de Fausto Frade
Há lugares no mundo que parecem distantes da nossa vida quotidiana, mas cujo impacto se faz sentir de forma silenciosa e profunda. O estreito de Ormuz é um desses pontos. Uma faixa estreita de mar entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde passa uma parte significativa do petróleo e do gás natural consumidos à escala global. Quando ali se acumulam tensões, navios militares ou ameaças de bloqueio, não é apenas a geopolítica que entra em ebulição. É também o preço do combustível, o custo da eletricidade, o valor dos bens que compramos e, em última instância, a estabilidade económica das famílias europeias.
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