
Coimbra é o distrito com maior aumento de criminalidade geral
Coimbra é o distrito do país com maior aumento da criminalidade geral em 2025.
A informação consta do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) que ontem foi remetido pelo Governo à Assembleia da República e que aponta para 11.334 crimes registados em 2025 (o valor mais alto desde 2016), o que corresponde a um aumento de 11% da criminalidade geral em Coimbra, relativamente ao ano de 2024.
Aliás, de acordo com o documento, apenas os concelhos de Mira (304), Penacova (224), Vila Nova de Poiares (140) e Pampilhosa da Serra (63) registaram uma diminuição da criminalidade no ano passado, em comparação a 2024.
De resto o cenário é de aumento, com destaque para o concelho de Coimbra, onde foram registados 4.321 crimes (em 2024 foram 4.003), Figueira da Foz, com 1.705 crimes (1.579 no ano anterior) e Cantanhede, com 1.115 crimes (foram 1.094 em 2024). Ou ainda para a Lousã e Miranda do Corvo, cujo aumento da criminalidade fez com que subissem na lista dos concelhos do distrito com maior número de crimes registados. Lousã é o quarto concelho com mais crimes (509 em 2025, mais 206 do que em 2024, ano em que estava em sexto) e Miranda do Corvo que passou de 205 crimes para 316, e saltou da 14.ª para a 7.ª posição).
Criminalidade violenta diminui, mas há mais registos de crimes de extorsão sexual e outras extorsões no ano passado no distrito
De acordo com o documento, a que o Diário de Coimbra teve acesso, praticamente todos os crimes participados tiveram igualmente um aumento em relação a 2024, com exceção apenas das rúbricas de “outros furtos em veículos motorizados” e “furto em residência com arrombamento, escalamento...” , que tiveram uma diminuição de 27% e 0,6%, respetivamente.
De resto, destaque para os crimes de incêndio com fogo posto, que aumentaram 50,7% ou ainda os relacionados com a condução (sem carta ou com excesso de álcool) que tiveram um aumento 37,1% e 62,4%, respetivamente.
Igualmente relevante é o aumento dos crimes de tráfico de estupefacientes (25,3%), burla na aquisição e aluguer de imóveis (15,5%), ofensa à integridade física física voluntária simples (5,3%) ou ainda o aumento de 4,1% do crime de violência doméstica contra cônjuge ou análogo.
Nem tudo são más notícias. De acordo com o RASI 2025, a criminalidade violenta diminuiu 10% em relação a 2025 (de 346 crimes para 311), com impacto em vários crimes, como o de violação (21 crimes, menos 8,7%), roubo por esticão (37 crimes, menos 22,9%), resistência e coação sobre funcionário (46 crimes, menos 14,8%) ou roubo na via pública (89 crimes, menos 20,5%).
No entanto, também no que respeita à criminalidade violenta há dados preocupantes, como é o caso da extorsão sexual, com um aumento de 8%(com 27 crimes registados no ano passado) ou ainda 18,8% na rúbrica “outras extorsões”, com 19 crimes registados.
De acordo com dados do RASI 2025, a Coimbra, o distrito com maior aumento, segue-se Leiria, com um aumento de 10,7%, e Bragança, com mais 9,2% de criminalidade registada. Ainda segundo o documento, há um aumento da criminalidade violenta e grave «na maioria dos distritos», estando neste caso em destaque os distritos de Vila Real e Beja. A maior descida da criminalidade geral foi nos Açores e da criminalidade violenta em Portalegre.












