
Bombeiros e enfermeiros em simulacro de acidente
Na manhã de ontem, o concelho de Cantanhede foi palco de um simulacro de desencarceramento que reuniu estudantes de mestrado, bombeiros e profissionais de saúde, num exercício conjunto que recriou, com elevado grau de realismo, um teatro de operações de emergência rodoviária.
A iniciativa integrou alunos do mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC), proporcionando-lhes contacto direto com um cenário crítico onde a intervenção rápida, coordenada e tecnicamente rigorosa é determinante para a sobrevivência das vítimas.
Do ponto de vista operacional, o exercício envolveu equipas de bombeiros, responsáveis pela estabilização de viaturas e extração segura de vítimas, bem como profissionais de saúde, que simularam passos importantes a reter no caso de uma situação idêntica para resolver. A articulação entre diferentes agentes (bombeiros, enfermeiros e outros intervenientes) foi um dos pilares centrais do simulacro, refletindo sobre a complexidade das ocorrências reais.
O professor da ESEUC, Rui Batista, destacou o impacto positivo da iniciativa, sublinhando a sua relevância. «É um balanço muito positivo. Este tipo de ações é fundamental, não só para consolidar conhecimentos, mas também para fomentar a cooperação entre diferentes áreas de intervenção», explicou o docente, manifestando a intenção de repetir a experiência, ainda que espera que seja numa maior escala. «Esperamos conseguir voltar a repetir e com outra dimensão. É muito importante que este tipo de ações ocorra», defendeu.
Na sua página de Facebook, os Bombeiros Voluntários de Cantanhede fazem um balanço da iniciativa, destacando a sua importância. «Mais do que um exercício, foi um momento marcante de aprendizagem conjunta, que reforça a preparação, a articulação entre entidades e o compromisso com a proteção e salvamento», referem os bombeiros.
Na perspetiva da ULS do Baixo Mondego, «este tipo de iniciativas assume particular relevância ao reforçar a articulação entre a formação académica e a prática clínica». «Estaremos sempre disponíveis para nos associarmos a iniciativas desta natureza», afirmou Ana Raquel Santos, presidente do Conselho de Administração.











