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Alunos da Ponte das Três Entradas ajudam na reflorestação de área ardida

Ação de reflorestação, promovida pelo Município e Agrupamento de Escolas, resultou na plantação de 500 pinheiros mansos, numa área de cinco hectares afetada pelos incêndios

Na Ponte das Três Entradas, concelho de Oliveira do Hospital, dezenas de alunos do 5.º e 6.º anos da Escola Básica desta localidade participaram numa ação de reflorestação que resultou na plantação de 500 pinheiros mansos, numa área de cinco hectares afetada pelos incêndios de 2017 e 2025. A iniciativa, promovida pelo Município em parceria com o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital (AEOH), insere-se no plano de recuperação de áreas ardidas, envolvendo também bombeiros, proteção civil, serviços municipais e a ADESA.
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, destacou a importância da ação, considerando que «é uma iniciativa que tem vários objetivos». «Esta é uma zona que fica próxima da escola da Ponte das Três Entradas, é uma zona que já foi reflorestada e agora vamos fazer uma reflorestação de 5 hectares com pinheiro manso», referiu. O autarca sublinhou ainda a componente educativa do projeto, explicando que o objetivo passa por envolver diretamente os mais jovens para que «os alunos sejam os cuidadores e os zeladores desta floresta».
A ação surge na sequência dos incêndios que devastaram o concelho nos últimos anos e da necessidade de intervenção humana para garantir a regeneração. «As jovens árvores que foram dizimadas no verão passado, em 2025, não criam semente suficiente para provocar a regeneração natural e portanto nós temos de fazer estas ações de reflorestação», explicou.
Além da vertente ambiental, José Francisco Rolo destacou o papel pedagógico e cívico da iniciativa. «Estamos, acima de tudo, a criar jovens cidadãos com responsabilidade cívica e com consciência ambiental».
Também o diretor do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital, Carlos Carvalheira, valorizou a iniciativa, enquadrando-a na “Festa da Primavera -AEOH Florir”, que decorre ao longo de três dias com diversas atividades educativas. «Esta é uma das iniciativas que nós damos mais relevo no sentido de reflorestar, de colocar nova vida nestes montes, nestas montanhas», afirmou. O responsável sublinhou que o projeto tem vindo a ser desenvolvido desde os incêndios de 2017, com o objetivo de sensibilizar os alunos para a «defesa do ambiente e da floresta».
Para além da vertente ambiental, Carlos Carvalheira destacou a dimensão social e educativa da iniciativa. «Temos que saber formar os nossos jovens para enaltecer os valores de uma sociedade moderna, de uma sociedade onde todos se respeitem».
A ação integra-se num conjunto mais alargado de atividades promovidas pelo agrupamento em todo o concelho, com o objetivo de mobilizar a comunidade para a proteção do ambiente e a promoção de valores de cidadania.

Março 27, 2026 . 07:30

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