
“AdCL é hoje do ponto de vista económico e financeiro uma empresa mais robusta”
Se tivesse de resumir o seu mandato em três decisões-chave, quais seriam?
Em primeiro lugar foi fazer uma proposta do estudo de viabilidade económica ou financeira para o resto da concessão. Ou seja, deixar a AdCL apetrechada com um documento estratégico para gerir os seus próximos anos, nomeadamente um plano de investimentos altamente exigente, que vai ter até 2033, em previsão, de cerca de 316 milhões de euros e, portanto, deixar este instrumento validado pelos acionistas e o caminho preparado para um intenso processo de requalificação de infraestruturas e de equipamentos. Estamos no final de um ciclo em que todas estas infraestruturas estão a necessitar de requalificação. E o grande exemplo é a ETAR do Choupal, em Coimbra, que vai entrar numa grande requalificação, com investimento de 36,8 milhões de euros, deixando-a preparada para novos desafios. E este instrumento serve para organizar e orientar a empresa e a sua consolidação do ponto de vista da sua trajetória. A AdCL foi a primeira empresa do grupo Águas de Portugal a ter esta geração de EVF (Estudos de Viabilidade Financeira) já pronto para ser promulgado. Esta foi uma ambição estratégica. A segunda, foi preparar a empresa para novos desafios organizacionais. Fizemos um conjunto de alterações do que é o organograma funcional da empresa adaptando-o às novas exigências. Por exemplo, fizemos alterações na direção de compras e logísticas, segregando funções, no sentido de clarificar processos para ganhar também eficiência dos processos.
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