
Kim: novo reforço de quatro patas já está ao serviço da GNR de Coimbra
O Comando Territorial de Coimbra da Guarda Nacional Republicana (GNR) integrou no início do ano uma nova cadela na sua estrutura cinotécnica, Kim, que inicia agora o seu percurso ao serviço da segurança e da comunidade. Tem apenas quatro meses, mas já brinca, diverte e delicia todos como um cão adulto, e dentro de algum tempo será mais um guarda de serviço. Porque, para já, a pequena cadela Kim, doada à instituição e que herdou o nome da (entretanto falecida) Kym, está na fase de instrução. E brincar e socializar ocupam parte do dia.
Integração, habituação e não ter medo de algumas situações são a chave deste trabalho de paciência diário, que tem como parceiro o sargento ajudante António Antunes (chefe da Secção Cinotécnica do Comando Territorial de Coimbra).
O Diário de Coimbra esteve no comando de Coimbra e conheceu a Kim, bem como os outros cães que integram a secção cinotécnica da GNR de Coimbra, e o trabalho que ali é desenvolvido há vários anos, com equipas (binómios) que trabalham juntas ao longo de vários anos.
A Kim não é a nova estrela da secção, porque ali todos são estrelas. Quer pelo trabalho que realizam, quer pelas capacidades que vão demonstrando ao longo do treino que os acompanha durante a vida.

Estes animais são vistos como família e quando deixam o serviço ficam com a viver com os guardas
A nova cadela é, por isso, uma das coqueluches da guarda que se junta aos outros cães que ali residem e que desempenham várias funções, em dupla que funciona, muitas vezes, na perfeição A relação entre os militares da GNR e os seus cães é um aspeto vital para o sucesso da componente cinotécnica, sendo construída com base na confiança, respeito e dedicação mútua. O treino baseia-se em técnicas de reforço positivo, nas quais os comportamentos desejados são recompensados, promovendo a aprendizagem e a resposta operacional. São cerca de 15 horas de treino por semana, em que a paciência (de ambos os intervenientes) é certamente a “ferramenta” mais importante. São treinados para diferentes situações/intervenções, nomeadamente intervenção e busca, explosivos e deteção de estupefaciente papel/ /moeda e armas. As características do cão também têm um papel “decisor” em relação ao trabalho que vão desempenhar. Contudo, com o avançar da idade podem “transitar” de secção e desempenhar outras tarefas.
Sem “paciência” para aturar a pequena Kim, estava o imponente Éda que cumpria as indicações do guarda-principal Nuno Teixeira (operador Cinotécnico da Secção Cinotécnica do Comando Territorial de Coimbra) e que depois da experiência vivida no Euro 2004 se “apaixonou” por esta secção da guarda e da qual faz parte há 21 anos.
Ambos os guardas têm muitas histórias para contar, mas não cabiam todas num jornal , uma vez que com os seus cães têm relações de vários anos e, como nos disseram ambos, são como família. Se António Antunes realçou o momento em que uma pessoa foi encontrada por um cão, após 24 horas desaparecida, Nuno Teixeira falou do dia em que entrou para a secção e escolheu aquele que, na altura, seria o “seu” cão.
A paciência, de ambos os intervenientes, é a ferramenta mais importante para o treino dos cães
Por outro lado, aquele que é o lado “triste” deste texto, a despedida é algo duro. «Custa muito», afirmam.
A cadela Kim, que motivou a visita ao comando de Coimbra da GNR, deverá vir a ser direcionada para funções de deteção, estando ainda em avaliação as suas características e aptidões.
Para já, e durante as horas em que estivemos com a pequena cadela, vimos que apresentou como caraterísticas, disposição para brincar e “desafiar” os cães adultos.

A “estrela” da cinoterapia chama-se Sky
A Sky já é nova na GNR mas, como todos os outros colegas canídeos, tem uma grande importância. Foi vítima de maus tratos e abandono, tendo sido recolhida, em muito mau estado, pelo Canil de Coimbra que lhe prestou todos os cuidados necessários e lhe tentou arranjar uma nova família. Numa ida ao canil, há uns anos, cabo Francisco Matias reparou na Sky e decidiu então acolhê-la, A Sky mostrou ser uma cadela muito meiga, e passou a integrar o Grupo Cinotécnico para testes. Em conjunto com Francisco Matias formam um binómio cinotécnico de Cinoterapia, e está em projetos das escola de Souselas e de Vila Nova de Poiares.












